23 de out de 2009

CONHEÇA SÃO PAULO EM DOIS DIAS


São Paulo recebe centenas de eventos das mais diversas áreas e para os mais diversos públicos. Feiras de negócios, congressos e workshops são os principais eventos. Em virtude disso, a cidade recebe milhares de turistas todos os anos. A maioria permanece pouco tempo. São somente um ou dois dias de estadia e “adeus, São Paulo”. Alguns visitantes, no entanto, reservam um tempo, ainda que curto, para conhecer a cidade.
Para nós, resta perguntar: o que fazer em dois ou três dias de visitas? É difícil de responder, ainda mais por que o tempo é curto e a cidade grande. São Paulo é mais do que uma cidade ligada a negócios e eventos. Possui restaurantes, bares, casas noturnas, shoppings e inúmeras atrações turísticas. Para conhecê-la, o turista precisa de, no mínimo, 10 dias. No entanto, eu dei um jeito de criar dicas para quem não dispõe de muito tempo. O visitante pode não conhecer São Paulo a fundo, mas pelo menos sairá satisfeito. Pode não ir a todos os lugares, mas conhecerá os mais conhecidos.

DICA Nº 1 – O trânsito paulistano é um tanto complicado e lento. Se estiver hospedado na região da avenida Paulista ou Centro, vá de metrô. A rede paulistana é moderna e bem sinalizada. Além disso, a maior parte das atrações turísticas fica próxima de estações. O Parque da Luz, o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca do Estado, por exemplo, são colados à estação Luz do Metrô. Táxi e ônibus, só se estiver hospedado em lugares mais distantes como as regiões da avenida Luís Carlos Berrini, Faria Lima e Anhembi.

DICA Nº 2 – Tome cuidado com a segurança. Evite andar com objetos de valor. Seja discreto com a câmera fotográfica. Evite transitar sozinho à noite. Como o metrô só funciona até meia-noite e meia, opte pelo táxi de madrugada. Os problemas de São Paulo são proporcionais ao tamanho da cidade. A violência é um deles. Você pode ser assaltado em qualquer cidade do mundo (sei de uma paulistana que foi assaltada e esfaqueada em Paris), por isso é sempre bom tomar algumas precauções.

DICA Nº 3 – Visite a avenida Paulista. Como boa parte dos turistas que visitam São Paulo se hospeda nas proximidades da Paulista, uma das melhores pedidas é conhecer a região. A principal atração da Paulista é o Museu de Arte Moderna – MASP. A avenida, no entanto, reúne centros culturais, shoppings e áreas de lazer. Alguns turistas gostam do Parque Trianon, local onde podem apreciar espécies nativas da flora brasileira. Os turistas de domingo curtem a feira de antiguidades do MASP e a de artesanato do pequeno shopping center 3. Localizados nas imediações, os shoppings Pátio Paulista e Frei Caneca são ótimos locais para compras. (Veja o post sobre a avenida Paulista – “Avenida Paulista, endereço das artess)

DICA Nº 4 – Vá ao Parque do Ibirapuera. Devido ao trânsito, é melhor tomar um táxi ou ônibus para ir ao parque. Ele fica próximo da avenida Paulista. O Parque do Ibirapuera abriga o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museu Afro-Brasil, o planetário da cidade e o obelisco. É também lá que está o Monumento às Bandeiras, um dos principais cartões-postais de São Paulo. (Veja o post sobre o Ibirapuera)

DICA Nº 5 – Conheça o Bairro da Liberdade. É fácil chegar lá, basta tomar o metrô e desembarcar na estação Liberdade. Os melhor dia para visitar o bairro é o domingo. Mas, se você quiser apenas conhecer o reduto oriental da cidade, qualquer dia vale a pena. Veja as lojas de produtos orientais, elas são uma atração à parte. (Mais informações no post sobre a Liberdade)

DICA Nº 6 – Não deixe de conhecer o Centro. Se reservou um dia para o Parque do Ibirapuera e outro para avenida Paulista, deixe o terceio para o Centro. Vá ao edifício do Santander (chamado Altino Arantes), conheça o Mosteiro de São Bento (na estação de mesmo nome), visite a Catedral da Sé e tome um café no Pátio do Colégio. A Catedral é a principal igreja católica de São Paulo. Com arquitetura de inspiração gótica, a Catedral é vizinha da estação Sé do metrô. As outras atrações do Centro são: Vale do Anhangabaú, Igreja de São Francisco, Teatro Municipal, Galeria do Rock, Viaduto Santa Efigênia e Centro Cultural do Banco do Brasil. Se puder, vá ao restaurante Terraço Itália. De lá, poderá descortinar uma das mais deslumbrantes vistas da cidade.

DICA Nº 7 – Região da Luz. A Luz é conhecida por ser uma região de comércio popular e tráfico de drogas. Mas é mais segura do que muitos imaginam. Basta seguir a dica nº 2 que tudo dará certo. A Luz é sede do Museu da Língua Portuguesa, um dos principais museus interativos da cidade e da Pinacoteca do Estado, que possui um dos maiores acervos de arte do Brasil. Isso sem esquecer o Parque da Luz, Museu de Arte Sacra e Estação Júlio Prestes, três belos cartões-postais de São Paulo.

DICA Nº 8 – Compras. É difícil encontrar locais que vendam lembranças de São Paulo. Experimente o quiosque Sampa Stampa do shopping Center 3 (avenida Paulista) e a loja BR 111 do Pátio Paulista (no início da avenida de mesmo nome). Mas, se quiser comprar produtos populares, vá à rua 25 de Março, nas proximidades da estação São Bento do metrô. Para produtos mais sofisticados e de marcas internacionais, a melhor dica é a rua Oscar Freire, na região da avenida Paulista. (Confira mais informações nos posts “Segredos da 25 de Março” e “As ruas especializadas de São Paulo”. Sobre os shoppings, há um texto com o título “Os Piores Shoppings de São Paulo”)

9 de out de 2009

A SÃO PAULO ROMÂNTICA


“São Paulo é tão romântica quanto um cachorro morto”.
Quem disse a tal barbaridade foi um jornalista estrangeiro em visita a São Paulo durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. A infeliz declaração foi publicada no exterior e reproduzida por uma revista brasileira de grande circulação. Eu, naturalmente, fiquei revoltado. E, acredito, qualquer paulistano (ou visitante que conheça bem a cidade) também ficaria indignado.
Tá certo que São Paulo não é nenhuma Paris, Barcelona ou Praga. Mas também tem atrações bonitas e lugares românticos. Quem já passeou na Paulista nas tardes de domingo sabe do que estou falando.
Foi pensando na (mil vezes!!) declaração infeliz do jornalista que resolvi elaborar um roteiro com oito passeios/lugares românticos em São Paulo. São lugares onde é possível andar de mãos dadas, curtir um momento a dois e, de quebra, fazer compras, curtir uma peça, pegar um cinema ou aproveitar um jantar a dois. O interessante é que não são exatamente programas para dois, mas para quatro, três e (por que não??) uma pessoa.
Vou começar, obviamente pelas tardes de domingo na Paulista.

AVENIDA PAULISTA – O melhor dia para andar de mãos dadas é o domingo. Além de visitar o Parque Trianon, os casais podem conhecer o Masp, passear na feirinha de antiguidades do museu e, de quebra, pegar uma sessão de cinema no Center 3. Se desejarem um filme alternativo, há opções no Espaço Unibanco (do shopping Frei Caneca), no Reserva Cultural (que fica no prédio da Gazeta) e no HSBC Belas Artes (na esquina com a Consolação). Livrarias? Experimentem a FNAC e a Cultura – esta última, localizada no Conjunto Nacional. Mais informações no post Paulista, Endereço das Artes.

PARQUE DO IBIRAPUERA – O parque possui jardins, museus, monumentos, restaurante (junto ao Museu de Arte Moderna), áreas de lazer, bicicletas para aluguel, gente bonita, muito verde e um gramado onde pode-se namorar à vontade (ooops, quase à vontade). Os melhores dias são os sábados, domingos e feriados. Preciso dizer mais alguma coisa? Então, veja o post Motivos Para Visitar o Ibirapuera.

TERRAÇO ITÁLIA – Localizado no Edifício Itália (avenida Ipiranga, esquina com a São Luís), o Terraço é indicado para quem quer: pedir a mão de alguém em namoro, pedir alguém em casamento, comemorar bodas ou simplesmente dizer “eu te amo”. A comida é de primeiríssima qualidade e a vista… uau, é de tirar o fôlego!

VALE DO ANHANGABAÚ – Os bons conhecedores do Centro devem estar se perguntando: “Como assim? O que o Anhangabaú tem de atraente???”. E eu respondo: muita coisa. Vejam só: igreja do Largo São Bento, shopping Light, Café Girondino, prédio do Banespa/Santander (o mirante pode ser visitado de segunda a sexta até 17h00), Teatro Municipal e jardins do teatro. Aliás, o bem-conservado jardim do teatro parece convidar os visitantes para um momento a dois. Experimente as tardes de domingo (especialmente na primavera e verão), quando a região é mais tranquila. A impressão é de que estamos em uma pacata cidade do interior. Detalhe: a não ser na Virada Cultural, o Anhangabaú está sempre limpo e bem-conservado.

PINACOTECA DO ESTADO E PARQUE DA LUZ – A maior prova de que São Paulo é uma cidade para ser apreciada. Prova também de que é uma cidade para andar de mãos dadas. Vizinha da bela Estação da Luz e do interessantíssimo Museu de Arte Sacra, a Pinacoteca funciona quase todos os dias da semana. Além de apreciar exposições de arte, os visitantes podem tomar um cafezinho ou fazer um lanche no café da Pinacoteca - que possui mesas ao lado do parque. Após, o café, a melhor pedida é um passeio entre as sombras das árvores do Parque da Luz. Vejam as esculturas, o coreto e as enormes jaqueiras. O parque possui ainda monumentos, bancos e um pequeno lago com carpas. O passeio é para o dia todo, mas, se sobrar disposição, visitem o Museu de Língua Portuguesa.

AVENIDA FARIA LIMA E SHOPPING IGUATEMI – Que o Iguatemi é um dos mais sofisticados shoppings de São Paulo, todos sabem. O que poucos sabem é que nem tudo que esta à venda é inacessível. Ele também não é um condomínio exclusivo para endinheirados. Localizado na avenida Faria Lima, o Iguatemi é vizinho do Museu da Casa Brasileira e do Otávio Café. O museu conta com um bom restaurante e amplo jardim. Sem esquecer o acervo e as exposições temporárias. Um de seus mais ilustres vizinhos, é outro shopping: o Eldorado (na esquina da Rebouças com a Marginal Pinheiros). Deixem o carro no estacionamento e dêem umas voltas na avenida. Ela conta com um passeio central com árvores, bancos e belos mosaicos no chão. Se tiver bicicleta, experimente o recém-implantado passeio dominical entre o Parque do Povo e o Ibirapuera. É um programa para casados, solteiros, viúvos…

PARANAPIACABA – Localizada no município de Santo André (ABC Paulista), Paranapiacaba é uma autêntica vila inglesa. Possui torre do relógio, museu ferroviário, passeio de trem e ótimas trilhas. Se a fome bater, a vila conta com restaurantes e lanchonetes. Aos domingos, funciona uma feira onde os moradores locais vendem artesanato. Experimentem as trilhas. Algumas levam a cachoeiras e morros de onde é possível enxergar parte do litoral. Em julho ocorre o ótimo Festival de Inverno de Paranapiacaba. Para chegar de trem, embarque na Luz e desça em Rio Grande da Serra. Em seguida, tome o ônibus para Paranapiaca – cujo ponto fica ao lado da estação ferroviária. De carro, o melhor caminho é pela Anchieta e, em seguida, rodovia Índio Tibiriçá.

FUNDAÇÃO MARIA LUISA E OSCAR AMERICANO – Localizado no bairro do Morumbi, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano é uma das mais importantes instituições culturais de São Paulo. Conta com um interessante acervo museológico, artístico e paisagístico. Ideal para um passeio a dois – e, quem diria, para um domingo em família. O acervo de objetos históricos brasileiros, além de obras de artistas como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, e Cândido Portinari, é imperdível. Além do acervo museológico, a Fundação possui um extenso (e belo!) parque com exemplares da Mata Atlântica. Aos domingos, sempre pelas manhãs, há recitais e concertos. Para completar, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano há um sofisticado salão de chá que oferece de bolo de frutas a deliciosos croissants. Se puder, visitem o vizinho Palácio dos Bandeirantes que, assim como a Fundação, conta com um importante acervo artístico e ampla área verde (mas, atenção: visitas devem ser agendadas).
Por último, gostaria de indicar alguns lugares do interior e litoral que não ficam mais do que três horas distantes de São Paulo: São Luis do Paraitinga, Campos do Jordão, Ilhabela e Parati.
Quero também de deixar uma pergunta: na sua opinião, qual lugar de São Paulo devia ser incluído nesse texto?