28 de ago de 2009

12 MOTIVOS PARA VOCÊ VISITAR O PARQUE DO IBIRAPUERA


Conheci o Parque do Ibirapuera quando tinha 16 anos. Morador do ABC, foi um dos primeiros lugares de São Paulo onde me aventurei sozinho. Achava que o shopping Ibirapuera ficava perto e que podia chegar lá a pé. Os ambulantes e seguranças insistiam que eu não conseguiria chegar caminhando, mas teimei na idéia. Ainda bem que não fui. Só mais tarde soube o quanto são distantes e de como o parque é interessante.
Demorou um pouco para conhecer todo o parque. Para ser franco, acho que ainda há muito por descobrir. O Jardim Japonês, por exemplo!! Ainda não tive o privilégio de conhecê-lo. Mas há outras atrações que conheço muitíssimo bem e faço questão de indicar aos visitantes do Vem Ver Sampa. São mais do que atrações, são bons motivos para conhecer o Ibirapuera.

OCA – Idealizada pelo arquiteto Oscar Niemeyer (como o pavilhão, a marquise e o teatro), a OCA foi sede do Museu do Presépio e do saudoso Museu da Aeronáutica. Não sei por que a chamam de Oca, uma vez que parece um disco voador. Mas não importa. A Oca costuma abrigar exposições de todo tipo e tamanho. Foi lá que tive o privilégio de visitar duas inesquecíveis: Dinossauros na Oca e Os Guerreiros de Xi’an.

MARQUISE DO IBIRAPUERA – A Marquise é, na verdade, um imenso espaço coberto onde costumam se reunir diversas tribos. Patinadores e skatistas principalmente! É um ótimo lugar para travar contato (e, quem sabe, conhecer) com as tribos que habitam a selva paulistana: emos, fãs de reggae, esotéricos, hippies (sim, ainda existem remanescentes da espécie), skatistas e até grupos GLS. De vez em quando, o espaço é ocupado com eventos culturais e feiras.

JARDIM DAS ESCULTURAS – Localizado ao lado da Oca, o Jardim das Esculturas é um imenso espaço aberto com cerca de 30 esculturas ao ar livre. Algumas passam despercebidas, mas a maioria é interessante. Não recomendável para quem detesta arte moderna. Excelente para quem gosta de fotografar.

MAM – O Museu de Arte Moderna de São Paulo funciona no Ibirapuera desde 1948. O acervo é imenso. Também abriga exposições temporárias. Se puder, visite o restaurante (nem que seja para experimentar um cheesecake) e a irresistível lojinha do museu.

MAC – Eu sempre tive dificuldade para encontrar a entrada do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Mas, parece que a dificuldade está com os dias contados. A não ser que demorem para a abrir a nova filial no prédio do Detran - bem ao lado do parque. Vai ser uma oportunidade única para ver obras de Picasso, Modigliani e outros artistas modernos. O museu também sedia exposições temporárias.

PAVILHÃO DA BIENAL – Se tiver sorte, você o encontrará aberto. O Pavilhão costuma sediar exposições temporárias e eventos de grande porte como a Bienal do Livro (que ocorre atualmente em outro local), Bienal de Arte de São Paulo, Bienal de Arquitetura e a fechadíssima, mas concorrida São Paulo Fashion Week. Pertencente a Fundação Bienal, o prédio por Oscar Niemeyer e inaugurado na mesma época do Parque do Ibirapuera.

PLANETÁRIO – É um dos lugares mais sensacionais do parque. A visita vale por toda a vida (ao menos para mim). É uma verdadeira escola de astronomia. Em cadeiras reclinadas, o visitante aprende sobre o espaço, as constelações, o Sistema Solar e, de quebra, pode ter o privilégio de saber como era o céu paulistano na época do descobrimento. O ingresso custa R$ 5,00 (inteira) e o telefone é (11) 5575-5206.

MUSEU AFRO-BRASIL – Inaugurado em 2004, o Afro-Brasil tem a intenção de resgatar os artistas e a arte de temática africana. Deixe seus preconceitos de lado (ainda mais se você for do tipo que vive associando arte a religião) e faça uma visita ao museu tocado por Emanoel Araújo, ex-diretor da Pinacoteca do Estado. O acervo é riquíssimo, variado e interessante. Ele também abriga exposições temporárias.

AUDITÓRIO IBIRAPUERA – Antes de visitá-lo, confira a programação na internet. Pode ser que você consiga ingressos para um belo espetáculo, seja de rock ou música erudita. Se não conseguir, vá mesmo assim. O hall é bonito, a fachada é diferente e sempre há apresentações gratuitas. Uma vez, tive a oportunidade assistir a um longo concerto no gramado atrás do auditório.



MONUMENTO ÀS BANDEIRAS – Considerado o mais famoso monumento de São Paulo, o Monumento às Bandeiras foi idealizado e tocado pelo “mestre” Victor Brecheret. É uma oportunidade única de conhecer a maior obra desse grande escultor - e que, acredite, levou anos para ficar pronta. As histórias e a memória dos bandeirantes estão profundamente arraigados no inconsciente paulista. A Rodovia dos Bandeirantes, Palácio dos Bandeirantes, Avenida dos Bandeiras e estradas que levam nomes como Anhanguera e Fernão Dias estão todos em São Paulo. O Monumento às Bandeiras é um convite à fotografia.

OBELISCO – Para começo de conversa, ele passa a maior parte do tempo fechado. Mas, se der sorte, visite a cripta. Localizada no subsolo (bem embaixo do obelisco), ela resgata a memória dos heróis da Revolução Constitucionalista de 1932 – que está para os paulistas como a Revolução Farroupilha está para os gaúchos e a Independência da Bahia para os baianos.

LAGO DO PARQUE – O problema do lago é que nem sempre ele parece limpo. Fora isso, possui um belo chafariz, aves de diversas espécies (cisnes e patos, principalmente), casais apaixonados e muita gente bonita. A melhor época do ano para apreciar o lago é durante o Natal, quando os chafarizes, as árvores em volta e uma imensa árvore de Natal montada nas proximidades enchem o parque de cores.

Outros bons motivos para ir ao Ibirapuera:
01 - O Ibirapuera é normalmente frequentado por pessoas de bem com a vida;
02 – dá para alugar uma bicicleta e conhecer quase todo o parque na base da pedalada;
03 - é um local excelente para a prática de esportes;
04 – feiras, shows e exposições gratuitas ocorrem durante todo o ano, principalmente no outono e primavera;
05 – o ginásio do Ibirapuera fica pertinho;
06 – acredite: é um bom local para observar pássaros;
07 – enfim, o Ibirapuera é uma síntese de São Paulo, um lugar onde reúnem gente das mais diferentes classes, religiões, modos de vida etc.

21 de ago de 2009

CURIOSIDADE E SEGREDOS DA ESTAÇÃO DA LUZ


A primeira Estação da Luz foi construída em 1867 pela empresa inglesa The São Paulo Railway. A atual estação, tal como a conhecemos, foi inaugurada em 1901.

A primeira viagem de um trem até a Luz resultou em um grande tragédia. Uma das composições descarrilou e o maquinista morreu. Vários passageiros ficaram feridos, entre eles o senhor Barão de Itapetininga.

O material usado na construção da Estação da Luz foi importado. De pregos a telhas de cerâmica, dos pesos à estrutura de aço, quase tudo veio para o Brasil de navio. Os materiais foram trazidos da França, Escócia e Inglaterra.

De inspiração neoclássica, a estação foi projetada pelo arquiteto inglês Charles Henry Driver. O relógio foi inspirado no Big Ben londrino.

Conta-se que muitos ingleses que trabalharam na construção da Luz também ajudaram a erguer a estação de Paranapiacaba, localizada no município de Santo André.

A estação quase foi destruída por um grande incêndio em 1946. O fogo durou sete horas e deu muito trabalho para ser controlado. A atual estação é fruto de uma reforma terminada em 1951.

Além de ser ponto de parada de trens, a Luz funciona como estação de metrô. Ela é parte da Linha 1-Azul do metrô e em breve será ponto final da Linha 4-Amarela.

A Luz é vizinha da Estação Júlio Prestes, outra imponente estação de trem de São Paulo. É na Júlio Prestes que funciona a Sala São Paulo, uma das mais importantes salas de concertos do Brasil.

É na estação que funciona o Museu da Língua Portuguesa, um dos mais procurados pontos turísticos de São Paulo. Inaugurado em 2006, o museu recebe mais de 500 mil visitantes por ano. A Estação da Luz também tem como vizinhos a Pinacoteca do Estado, o Parque da Luz, o Museu de Arte Sacra e a famosa rua de comércio de roupas José Paulino

A conhecida (e mal-falada) Cracolândia, local onde consumidores de drogas costumam se reunir, fica no bairro da Luz.

14 de ago de 2009

AVENIDA PAULISTA, ENDEREÇO DAS ARTES

Imagine um passeio onde, além de apreciar a vegetação da Mata Atlântica, você pode visitar feiras de artesanato, participar de saraus poéticos, ver exposições, assistir filmes e ainda ficar por dentro da história da arte. E que fosse num lugar apinhado de lanchonetes, restaurantes, livrarias e muita gente bonita. Pois esse lugar existe e se chama avenida Paulista.

Como assim? Mata Atlântica na avenida Paulista?
O Parque Trianon, que fica em frente ao MASP, possui inúmeras espécies das florestas que cobriam o litoral brasileiro na época do descobrimento.
Mas, e as feiras de arte?
Com exceção da feira de antiguidades do shopping Center 3 (montada somente nos dias úteis), ocorrem quatro feiras dominicais na Paulista. A maior é a de antiguidades do MASP, que oferece todo tipo de relíquia: imagens sacras, objetos decorativos, utensílios de cozinha, câmeras fotográficas e até algumas curiosidades como bengalas e escarradeiras. A mais divertida é a Como Assim?, montada no Center 3. As bancas oferecem objetos alternativos (álias, tome cuidado com seus preconceitos, por que o público também é alternativo!!), alguns muito interessantes. Há uma terceira feira de artesanato na entrada do Parque Trianon e uma quarta no início da avenida, quase em frente a Casa das Rosas.
E em que locais costumam ocorrer as exposições?
Anote: Sesi, Instituto Cultural Itaú (ou Itaú Cultural), Instituto Cultural da Caixa Ecônomica Federal, Conjunto Nacional, Sesc Paulista e MASP. As melhores normalmente ocorrem no MASP (como a excelente exposição sobre Charles Darwin e a evolução, ocorrida em meados de 2006), mas há boas mostras no Instituto Cultural Itaú e no Sesc Paulista. Um dos melhores locais para visitação é o instituto pertencente a CEF, localizada no Conjunto Nacional. Embora pequeno, ele tem a vantagem de estar no Conjunto Nacional, cujo saguão também abriga exposições. Outra boa vantagem: fica perto do MASP.

Há muitas salas de cinema na Paulista?
Sim, não apenas na famosa avenida, como nas imediações. Há o Reserva Cultural (que funciona no edifício da Fundação Casper Líbero/Gazeta), o conjunto do Center 3 (no shopping de mesmo nome), o Cine Bombril (Conjunto Nacional) e, na esquina da Consolação, o HSBC Belas Artes. O Itaú Cultural e Sesc Paulista costumam promover mostras de cinema. Outra bela opção é o Espaço Unibanco do shopping Frei Caneca, a poucos metros da Paulista.
Qual o melhor lugar para apreciar artes plásticas?
O Sesc, o Itaú Cultural e a filial Paulista da Caixa Cultural costumam promover belas e interessantes mostras de arte, design e fotografia. O melhor lugar, no entanto, é e sempre foi o MASP. Até meados de julho de 2009, o museu apresentou uma imperdível mostra do artista plástico brasileiro Vik Muniz. O MASP não é só o melhor museu de arte da América Latina, é um ótimo espaço para exposições temporárias.
E teatro?
Os melhores e mais badalados teatros de São Paulo, infelizmente, estão um pouco distante da agitação cultural da Paulista. Mas é possível assistir ótimas peças no Teatro Popular do Sesi (no prédio da Fiesp) e no Itaú Cultural. O Sesc Paulista e o Centro Cultural São Paulo (junto a estação Vergueiro do metrô) também abrigam espaços cênicos. Por ultimo há o teatro do shopping Frei Caneca, na rua de mesmo nome.
Qual lugar seria indicado para quem aprecia poesia?
A Casa das Rosas, no número 37 da avenida Paulista. Ela oferece cursos, palestras e eventos ligados à poesia e literatura em geral.

É possível fazer compras aos domingos?
Infelizmente, a maior parte das galerias da Paulista fecha aos domingos. Mas, os shoppings Pátio Paulista, Center 3 e Frei Caneca possuem lojas que abrem nos finais de semana. A maioria das lojas do Pátio Paulista (inclusive as de grife e de departamento) estão sempre abertas.
Qual o melhor local para comprar livros?
As livrarias FNAC e Cultura são um prato cheio para os amantes da literatura (ainda que seja de auto-ajuda!). Difícil dizer qual a melhor. A FNAC tem a vantagem de vender aparelhos eletrônicos de última geração. Sabe aquele celular ou câmera digital recém-lançados no mercado? Ela tem. O café é excelente. Já a Cultura abriga um teatro e outro excelente café. É o lugar ideal para ver gente bonita, descolada e moderna. A livraria de artes é imperdível e, de tão boa, deixa a gente com vontade de montar acampamento lá.
Qual o melhor lugar para comer?
Ao contrário das feiras das praças da Liberdade e da República, as da Paulista não oferecem absolutamente nada. Para ser franco, há uma ou duas barraquinhas de lanches. Mas há bons locais, como os restaurantes e lanchonetes da alameda Santos e região dos Jardins. Praças de alimentação? Os shopping Pátio Paulista, Center 3 e Frei Caneca tem. Fast Food? A avenida é apinhada de Bob’s, McDonald’s e Habib’s (este, na esquina da alameda Santos com a Augusta – atrás do Conjunto Nacional).
Nada melhor do que passear no domingo da Paulista. Ainda que você não esteja a fim de arte, cinema, literatura ou antiguidades, vá desfilar nas calçadas. Vale a pena.

7 de ago de 2009

CURIOSIDADES SOBRE O MERCADO MUNICIPAL DE SÃO PAULO


Considerado um dos mais importantes cartões-postais de São Paulo, o Mercado Municipal foi projetado em 1924 pelo escritório do arquiteto Francisco Ramos de Azevedo e construído entre os anos de 1928 e 1933. Nas próximas linhas, você poderá conferir algumas curiosidades a respeito desse, que é, talvez, o maior mercado de alimentos do país.

O mercado possui 12.600 m2 de área construída e 1.600 funcionários que movimentam 350 toneladas de alimentos por dia em 291 boxes. No total, ele é visitado por 14 mil pessoas por dia.

Os açougues do Mercadão (dizem que somam 24) oferecem diversos tipos de carne exóticas: perdiz, faisão, porco-do-mato, capivara, coelho, rã e jacaré. Também é possível comprar cortes como o bife de chorizo, o bife acho, o t-bone e o prime-ribe.

Os vitrais do Mercado Municipal foram feitos com vidro colorido alemão somando ao todo 32 painéis, subdivididos em 72 vitrais. As imagens representam o cultivo e a colheira, a tração animal para o arado, a criação de gado etc.

Na verdade, as obras do mercado foram concluídas em 1932, mas ele só foi inaugurado em 1933, Isso porque, durante o período da Revolução Constitucionalista, o Mercadão foi usado para estocar armas e munições. Consta que alguns soldados treinavam a pontaria mirando as cabeças das imagens dos vitrais.

Algumas bancas funcionam desde a inauguração do mercado. É o caso da banca do Seu Quincas, cujo proprietário (e filho do fundador) trabalha lá há mais de 50 anos. O Empório Chiapetta existe desde 1908, mas foi transferido para o mercado na época da sua fundação.

Existem cerca de 120 boxes de frutas no Mercado Municipal. A mais conhecida é a Barraca do Juca, que serviu de cenário para a novela A Próxima Vítima, da Rede Globo.

Um verdadeiro feirão de frutas exóticas, é assim que muitos consideram os boxes de frutas do Mercadão. E não é para menos. A quantidade de frutas exóticas ou difíceis de serem encontradas nas feiras populares impressiona. Mangostin, pitaya, mamey, atemóia, granadilha, physalis, blueberry, framboesa, jambo são apenas algumas das frutas que o visitante podem ter o prazer de degustar.

O Mercadão foi, durante um bom tempo, o maior centro de entreposto de alimentos de São Paulo, situação que mudou com a inauguração do Ceasa, no bairro do Jaguaré. Com a inauguração do Ceasa, o mercado quase foi demolido em 1973.

Depois de um processo de restauração e readequação ocorrido em 2003, o mercado ganhou um mezanino com bares e lanchonetes. O mezanino oferece comida árabe, japonesa e brasileira. A maioria dos visitantes, no entanto, procura o pastel de bacalhau e o famoso pão com mortadela do tradicional Hocca Bar.

Fontes: Site da Prefeitura de São Paulo e Veja São Paulo Online.