29 de abr de 2009

PORQUE VOCÊ DEVIA CONHECER O BAIRRO DA LUZ COM URGÊNCIA

POR QUE O BAIRRO DA LUZ É NOTA 10

A Luz é um dos bairros mais tradicionais de São Paulo. Antes que a Vila Madalena, Itaim Bibi, Jardins e outras regiões badaladas existissem, ele já era popular entre os paulistanos. O parque, a estação e o mosteiro que levam o nome do bairro contam mais de 100 anos. Na verdade, o mosteiro e o parque são mais antigos do que muita gente imagina.
O bairro é nota dez por vários motivos. Ele abriga a maravilhosa Sala São Paulo e é sede de três importantes instituições museológicas: o Museu de Arte Sacra, o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca do Estado (cuja filial, chamada de Estação Pinacoteca, fica a poucos passos da matriz). É lá que está a bela Estação da Luz, com sua arquitetura e relógio de inspiração britânica, e o parque (ou jardim), que é visitado pelos paulistanos desde o século XIX. Na vizinhança, encontramos a Sala São Paulo/Estação Júlio Prestes e três importantes ruas de comércio segmentado da cidade: a São Caetano (rua das noivas), José Paulino (da moda, principalmente feminina) e Santa Ifigênia (de produtos eletrônicos).
Ao visitar a Luz, não deixe de conhecer a estação. Como a sua arquitetura externa dispensa apresentações, veja a interna, que é muito bonita. Se puder, entre no Museu da Língua Portuguesa e conheça a primeira instituição do tipo dedicada à língua de Camões, Pessoa e Drummond. Já que o dia é curto para ver tudo o que a Luz tem de bom, atravesse a rua e entre na Pinacoteca do Estado. Lá, você pode apreciar obras dos mais renomados artistas brasileiros dos séculos XIX (Antônio Parreiras, Vitor Meireles, Pedro Américo e Almeida Júnior - autor do famoso quadro O Violeiro) e XX (Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Vitor Brecheret e outros), além de alguns estrangeiros como Auguste Rodin. Ao sair da Pinacoteca, dê uma voltas no parque, um dos mais bonitos e bem preservados de São Paulo. Repare nas palmeiras, jaqueiras e principalmente nas esculturas, que fazem dele um prolongamento da Pinacoteca.
Se quiser voltar no dia seguinte, conheça a Sala São Paulo e a Estação Pinacoteca. Mas, mesmo que seu roteiro inclua compras na José Paulino ou São Caetano, dê um pulo no mosteiro, que abriga o Museu de Arte Sacra, um dos mais bonitos acervos de arte religiosa do país.
Os melhores dias para visitar a região da Luz são sábado e domingo. Aos sábados, você a entrada é gratuita no Museu da Língua Portuguesa e Pinacoteca do Estado. Quanto ao domingo, tem que ser o primeiro do mês, dia em que ocorre uma exposição de carros antigos ao lado da estação.



POR QUE A LUZ É NOTA 0

Para muitos paulistanos e turistas, a Luz está longe de ser o bairro dos sonhos. Tampouco é uma região nota 10, por mais que tenha museus interessantes. Na opinião deles, os motivos são a prostituição, o alto consumo de drogas e a violência. O consumo de crack em algumas ruas próximas à estação (daí a alcunha Cracolândia ) chega a assustar muita gente. O número de pedintes e de pessoas dormindo nas calçadas, além do cheiro de xixi (que, aliás, infesta grande parte da região central) espantam os turistas. Quanto à prostituição (hetero e homossexual), ela rola nas calçadas, no parque e, afirmam os transeuntes, até na estação.
As ruas da Luz ficam às moscas à noite. Ao que parece, nem mesmo os moradores tem coragem de circular pelo bairro após o anoitecer. O consumo de drogas quadruplica em algumas vias, mesmo com a repressão da polícia. A degradação (pixações, prédios abandonados etc) chegou a tal ponto que obrigou as autoridades a criar um projeto de revitalização da área.



POR QUE A LUZ PODE SER NOTA 10

A repressão ao tráfico de drogas expulsou boa parte dos traficantes das ruas da Luz. E muitos hotéis de pequeno porte (onde viciados consumiam drogas e prostitutas atraíam clientes) foram fechados. Mas ainda é uma gota no oceano de medidas que precisam ser tomadas para revitalizar de vez a Luz e transformá-lo num bairro nota mil.
Projetos para revitalizar a Luz não faltam, alguns muito interessantes, como o de Jaime Lerner. O ex-prefeito de Curitiba (uma apaixonante cidade!), ex-governador do Paraná e urbanista preparou um projeto que visa a criação de três bulevares para circulação de pedestres e concentração de serviço nas imediações da estação. Os bulevares seriam na Cásper Líbero, Ipiranga, Duque de Caxias e Rio Branco. Com as calçadas esburacadas e quase abandonadas atualmente, eles sediariam bares, restaurantes, ateliês e centros culturais. Todos os quarteirões do entorno teriam praças e a maioria dos edifícios seria voltada para a habitação. Um dos projetos mais interessantes de Lerner é o da Torre da Luz, edifício que seria o mais alto da cidade. No topo, o urbanista idealizou grandes holofotes que embelezariam os céus da cidade. Mas o que dá tesão mesmo é a possibilidade de criar no prédio um mirante tão bom ou melhor que o do Altino Arantes e do Edifíco Itália. A população e os turistas iriam adorar. E diriam que a Luz é um dos melhores bairros da cidade, um bairro nota mil.

24 de abr de 2009

CINCO MOTIVOS PARA APROVEITAR A VIRADA CULTURAL PAULISTANA


A Virada Cultural é um dos eventos que atrai mais turistas a São Paulo. Em matéria de público, ela quase empata com a Parada Gay que, na última edição, reuniu cerca de três milhões de pessoas.
Inspirada nas chamadas Noites Brancas européias, a primeira Virada ocorreu em 2005. De lá para cá, ela cresceu em número de atrações e de público. Estima-se que a edição de 2009 reúna cerca de 800 artistas, que se apresentarão para um público estimado em quase três milhões de paulistanos e turistas.
Mas, um alerta: se estiver a fim de encarar a Virada Cultural 2009, prepare-se para enfrentar horas de filas, aglomerações, fome e ausência de banheiros químicos. Sem contar os mal-educados que fazem necessidade pelo cantos e infestam a cidade com o odor ácido, poluente e corrosivo de seus xixis. E, se possível, leve um lanchinho de casa. Algumas barras de cereal ou um sanduíche natural quebram o galho.
As aglomerações são desanimadoras. Pode estar certo de que, se quiser assistir ao show dos Novos Baianos e de Maria Rita, enfrentará pisão no pé e empurra-empurra que não acabam mais. Bebuns prestes a derramar vinho de segunda categoria na sua roupa também são um perigo. E a possibilidade de furtos cresce na mesma proporção em que aumenta o público - daí que cuidado e atenção nunca são demais.
Mas, afinal de contas, depois de tantos alertas, vale a pena acompanhar a Virada Cultural?
A resposta, obviamente é sim. E temos cinco bons motivos para o nosso sim:



PRIMEIRO SIM: A quantidade de atrações. São centenas de cantores, dançarinos, atores, “performes” e artistas circences se apresentando em vários cantos da cidade. Não se surpreenda se algum artista surgir do nada e se apresentar na sua frente. Você também pode optar por shows de MPB como o de Maria Rita ou de rock, com o do CMP 22. Se gostar de ambos, melhor ainda. Agora, se seu lance também é música eletrônica, pode ter certeza de que tem uma apresentação acontecendo logo ao lado.

SEGUNDO SIM: As apresentações duram o dia todo. São tantas horas de atrações que, não tenha dúvidas, você estará acabado antes da doze horas de Virada. Se desejar (e não morar longe, como os pobres residentes no ABC, que não contam com transporte na madrugada), você pode descansar um pouco em casa e voltar para a Virada sem maiores problemas.

TERCEIRO: São Paulo se transforma com a Virada Cultural. O Centro da cidade, que normalmente permanece vazio durante as madrugadas, é tomado pelas multidões. Para quem conhece o Centro, chega a ser surreal encontrar o Viaduto do Chá, Praça da Sé e Praça da República cheios em plena madrugada. Você pode circular de um lado para o outro em plena madrugada paulistana e ainda testemunhar um maravilhoso amanhecer no Centrão.

QUARTO: Algumas atrações são para a vida toda. Com as comemorações do Ano da França no Brasil, haverá apresentacões de diversos grupos da terra de Rodin e Piaf. A abertura, inclusive, será feita por um grupo francês na Praça do Patriarca, às 18h00 horas do dia 2 de maio. Aproveite, depois disso nunca mais. Aliás, quando você vai ter a oportunidade de assistir aos Novos Baianos novamente?

QUINTO: As atrações. Só para ter uma idéia do que vai rolar na Virada Cultural, confira alguma das (imperdíveis) atrações:

Avenida São João: Jonh Lord (ex-Deep Purple) com Orquestra Sinfônica, Marcelo Camelo, Maria Rita, Zeca Baleiro, Cordel do Fogo Encantado e Novos Baianos.

Praça da República: CPM 22, Nação Zumbi.

Estação da Luz: Marcelo Nova e Nasi em uma homenagem a Raul Seixas.

Teatro Municipal: Egberto Gismonti, Arribo Barnabé e Tom Zé.

Largo do Arouche: Jane e Herondy, Benito di Paula, Reginaldo Rossi, Odair José, Wanderley Cardoso e Silvio Brito.

Vale do Anhangabaú: Ballet Stagium e Cia Cisne Negro.


Programação completa da Virada Cultural 2009

14 de abr de 2009

COMO CONHECER OS SEBOS DA SÉ E DE PINHEIROS

Entre a Praça da Sé e a Praça da Liberdade há várias livrarias jurídicas e sebos. Talvez a maior concentração de sebos do país! Alguns parecem constelações abrigadas em porões; outros, galáxias com livros, partituras, revistas, gibis, DVDs, CDs, VHSs e discos de vinil distribuidos por três ou mais andares de um mesmo prédio.
Com dois endereços na Praça João Mendes e um terceiro ao lado da Sé (rua Quintino Bocaiúva), o Sebo do Messias é um dos maiores da cidade. Uma das lojas é especializada em livros jurídicos e as outras, em publicações diversas. Quando puder, visite a filial da João Mendes ao lado da igreja de São Gonçalo. Você vai se surpreender com o imenso acervo. Organizado por assuntos, os livros estão espalhados pelos dois andares da loja. Não se surpreenda se, entre um andar e outro topar com um violinista dando as boas-vindas aos visitantes. Se puder, visite a sessão de discos, com sua imensa variedade de CDs e discos de vinis. Os fãs de música brasileira e erudita podem se surpreender com alguns LPs raros. A sessão de quadrinhos e revistas também é consideravelmente grande. Por lá, é possível encontrar edições de publicações extintas como Manchete, O Cruzeiro, Realidade e Revista do Rádio.


Próximo dali, na rua Quintino Bocaiúva, encontra-se outro excelente sebo: o José de Alencar. Embora não sacie a fome de quem aprecia quadrinhos ou LPs, é um prato cheio para quem gosta de livros. O acervo é grande e diversificado. Se der sorte, pode-se topar com alguma raridade. Mas o que atrai no José de Alencar é a limpeza e organização. Os livros são devidamente organizados por assunto e a loja é bem sinalizada. Outro ponto positivo é o atendimento. Há sempre um funcionário à disposição para ajudá-lo a encontrar o livro que deseja.
A poucos metros do José de Alencar, ainda no entorno da Sé, há outro sebo com nome de escritor: o Machado de Assis. A loja é muito bem organizada, limpa e com atendimento excelente. Os livros estão devidamente separados por assunto, facilitando a vida de quem procura por temas ou autores específicos.
O sebo Red Star possui vários endereços, um deles na rua Benjamin Constant, no Centro. Embora menor que o Sebo do Messias, o José de Alencar e o Machado de Assis, o Red Star possui um catálogo interessante. Com um pouco de sorte, dá para encontrar alguma preciosidade. Os funcionário são atenciosos e a organização não deixa nada a desejar. O único problema é que, por ser pequeno, há pouco espaço para circulação entre as prateleiras. Quanto ao acervo de quadrinhos, é inexistente; e o de discos, pequeno.
Mesmo que não encontre o livro ou disco desejado nos sebos acima citados, há outras opcões na região da Sé, como o Mania de Cultura e o Arquipélago.
Em matéria de sebos, a região de Pinheiros não fica muito atrás da Sé. Por concentrar feiras de antiguidades como a da praça Benedito Calixto, restaurantes como o Consulado Mineiro e bares como o Mercearia São Pedro, é sempre interessante visitar o bairro. Ainda mais com uma rua como a Pedroso de Morais, que concentra a maior parte dos sebos da região, entre os quais o Avalovara, o Alternativa, Dom Quixote, Universo, Red Star, Pinheiros e Cultural. Detalhe: todos próximos da megalivraria FNAC.
Se quiser fazer uma tour cultural pelo bairro, comece pela feira da Benedito Calixto. Além de quadrinhos, revistas e Long Plays antigos à disposição nas barracas, você pode visitar o Espaço Cultural Alberico Rodrigues, ao lado da praça. Trata-se de um dos poucos lugares em São Paulo onde é possível folhear um livro degustando um cafezinho ou conferir a programação cultural da casa tomando um refrigerante.
O sebo Red Star (dos mesmos donos da loja do Centro), possui duas filiais em Pinheiros: uma na Teodoro Sampaio e outra na Pedroso de Morais. A loja da Pedroso de Morais está cercada de outros pontos de vendas de livros, como o sebo Avalovara e o Alternativa. O que todos tem em comum é o fato de serem lojas de pequeno e médio porte. Não há nenhum de tamanho parecido ou maior do que a do Sebo do Messias da Praça João Mendes.
Mas os sebos da Pedroso de Morais tem outros pontos em comum: as lojas são limpas, arejadas e super-bem organizadas. O atendimento é dos melhores, com funcionários atenciosos e educados. Você não vai demorar para ficar à vontade em sebos como o Pinheiros.
São Paulo possui endereços especializados nos mais diversos produtos, inclusive em livros antigos. As ilhas de sebos da Sé e Pinheiros merecem uma visita, nem que seja para passar o dia folheando livros.

7 de abr de 2009

SÃO PAULO VISTA DO ALTO

Esse texto bem que podia ser intitulado Quatro Lugares Para Ver São Paulo do Alto, por que é justamente disso que ele trata: de quatro locais maravilhosos para apreciar a arquitetura, o traçado, e a urbanidade paulistana. Vista do alto, até a desordem e o caos de São Paulo fascinam e, por que não, adquirem uma beleza quase hipnotizante.
O primeiro local é o Parque Estadual da Cantareira, na Zona Norte de São Paulo. Vizinho do Horto Florestal, o Parque da Cantareira concentra uma das maiores manchas verdes urbanas do planeta. Dizem que só perde para o Parque da Tijuca, no Rio de Janeiro. Sua área abrange vários municípios da Grande São Paulo. A melhor época para visitação é entre dezembro e abril, quando as inversões térmicas e o número de dias com boa visibilidade aumentam. Para ver a cidade da Pedra Grande, um dos pontos de maior altitude do parque, é necessário: mochila com lanche e água, um bom par de tênis e disposição para andar. A caminhada é longa e exige preparo físico e paciência. O lado bom é que a trilha é asfaltada e o ruim são as subidas, que parecem nunca ter fim. Mas a vista é compensadora. Da Pedra Grande, pode-se ver grande parte da cidade. Em dias de boa visibilidade é possível enxergar a Serra do Mar, no outro extremo do planalto onde está São Paulo. Para quem curte a natureza (o parque abriga animais soltos) e adora uma boa caminha, o lugar é ideal.
O segundo local é o Parque do Jaraguá, também na Zona Norte da Capital. A vantagem em relação ao Parque da Cantareira é que ninguém é obrigado a subir a pé. Há uma estrada asfaltada que conduz às antenas – as principais referências do Pico do Jaraguá. Mas, se o visitante curte uma bela caminha (e um pouco de aventura), é possível subir por uma trilha no meio do mato. Além de animais silvestres, a trilha oferece, em alguns trechos, uma bela vista de São Paulo e de cidades como Osasco. Mas nada é tão compensador quanto chegar nas antenas. O ângulo de visão é maior do que o da Pedra Grande e a vista, de deixar qualquer uma de queixo caido. Não esqueça de levar a câmera. Quanto ao lanche, há uma espécie de mezanino lá em cima que vende de sorvetes a lanches.


Terceiro local: Edifício Altino Arantes, no Centro. Conhecido como Prédio do Banespa (atual Santander), tem acesso fácil. Localizado a poucos metros da estação São Bento do metrô e da rua 25 de Março, o Altino Arantes é visitado por milhares de turistas todos os anos. Se o tempo ajudar (afastando a poluição), o visitante pode enxergar quase toda a Zona Norte, Centro e boa parte da Zona Leste da cidade. As antenas da Paulista impossibilitam que regiões como Pinheiros, Jardins e Morumbi sejam vistos. Mas isso não significa nada diante do que dá para ser apreciado de lá. O único problema é que, com o aumento no número de visitas, o tempo de permanência na torre diminuiu. Outro problema: o mirante fica fechado nos finais de semana.
Quarto local: Edifíco Itália. Quem subiu no Itália durante o dia afirma que vale a pena, a vista é compensadora. Mas nada como ir à noite! Nada como um jantar ou drinque no restaurante ou bar do Terraço Itália! A vista noturna é sensacional. O Itália é o lugar ideal para pedir alguém em casamento, comemorar bodas e levar aquele amigo gringo que está louco para conhecer a cidade. Em dia de boa visibilidade, as luzes formam uma bela e inesquecível constelação. Se não quiser consumir no bar ou restaurante, prepare-se para gastar do mesmo jeito. A permanência é limitada e cobrada! Mas algumas horas no piano-bar compensam. O ambiente é sofisticado, o atendimento é de primeira linha e os petiscos saborosos. Mas, com uma vista tão bonita, quem vai ligar para isso.

6 de abr de 2009

ONDE LEVAR O AMIGO "GRINGO" EM VISITA A SÃO PAULO

O primeiro lugar para onde as pessoas levam os amigos estrangeiros em visita a São Paulo é o shopping. De fato, a cidade possui sexcelentes shoppings centers (uma curiosidade: são mais de 60!), mas seriam eles ideais para levar os “gringos”? A resposta é não. E, pelo mesmo motivo, não compensa levá-los ao Parque do Ibirapuera. Eles devem ter conhecido muitos shoppings e parques ao longo da vida. Na visão de boa parte dos turistas, shopping é igual em todo lugar. Idem para a maioria dos parques.
Então, para onde levar o turista estrangeiro? Quais os locais que agradariam os "gringos" loucos por um lugar pitoresco, que poderia ser associado a São Paulo ou Brasil? A seguir uma lista de, digamos, “pontos turísticos” interessantes de São Paulo.

MASP – O Museu de Arte de São Paulo possuiu um acervo que abrange diversos períodos da história da arte, do Renascimento ao Impressionismo, do Barroco à arte do século XIX. Os visitantes ficam surpresos ao constatar que São Paulo abriga um museu desse porte e importância. Se acaso o visitante for um europeu cansado dos “Louvres” da vida, insista no MASP. Além do variado acervo artístico, aos domingos, ele abriga uma charmosa feira de antiguidades no saguão e é vizinho de importantes atrações como o Center 3, a Livraria Cultural e o Parque Trianon.

PARQUE TRIANON – É mais recomendável levar o gringo para o Trianon do que para o Ibirapuera. Além de ser vizinho do MASP, ele possui uma interessante feira dominical e árvores nativas que chamam a atenção do visitante. As espécies são identificadas por placas e estão distribuidas por todo o parque. Além do mais, quem não ficaria surpreso com um parque em pleno centro financeiro de São Paulo?



MUSEU DO FUTEBOL – Se o visitante for do sexo masculino, esse é o lugar ideal. Sediado no Estádio do Pacaembu, o Museu do Futebol é quase que totalmente interativo. Dezenas de horas de video podem ser apreciadas em seus monitores. O acervo fotográfico é imenso. É possível, através dele, conhecer a história, os grandes campeonatos e os grandes ícones desse esporte.

RUA 25 DE MARÇO – Considerada suja, fedorenta, tumultuada e pouco sofisticada, a 25 de Março é, na visão de muitos paulistanos, o último lugar para onde levariam os amigos de fora. Mas poucos locais são tão típicos quanto a 25! Apesar de amendrontados com a quantidade de gente e a possibilidade de assaltos, os turistas ficam deslumbrados. As lojas especializadas, o Mercado da Cantareira e os pontos de comida árabe chamam a atenção e agradam logo de cara. Leve o visitante ao Mercadão e sugira um pastel de bacalhau ou sanduíche de mortadela do Hocca Bar. Antes, percorra as bancas de frutas com ele e faça-o experimentar algo que considere exótico. A quantidade de frutas é de deixar qualquer um de queixo caído (inclusive frutas secas e cristalizadas).

MUSEU DE ARTE SACRA – O prédio de arquitetura colonial e o conjunto de imagens barrocas chamam a atenção logo de cara. Além de estátuas, crucifixos e relicários antigos, o museu mantém em exposição as peças do antigo Museu do Presépio. Por meio de imagens representativas da Natividade, é possível ter uma idéia de como é comemorado o Natal em diversos países. Outro ponto a favor do Museu de Arte Sacra é a localização, junto a Estação da Luz, Pinacoteca do Estado, Parque da Luz e Estação Júlio Prestes - um conjunto de atrações que vale a pena ser visto tanto pelos de for a quanto pelos moradores locais.



MUSEU DO IPIRANGA – Para muitos estrangeiros (os mesmos que já não vêem graça no British Museum ou estão cansados de visitar o Prado), o acervo do Ipiranga é tremenda e totalmente frustrante. Mas acontece que o Museu não se limita ao seu acervo! Quando levar seus amigos estrangeiros ao Ipiranga, mostre a eles o jardim de inspiração francesa, a Casa do Grito e o Monumento. Talvez você mesmo não saiba, mas há um parque com área para prática de esportes atrás do museu. O que pode provar que o Ipiranga é mais do que uma instituição museológica, é uma grande área de lazer do paulistano. Incentive os amigos a levarem uma câmera e mostre os atrativos do local que eles vão gostar. Sem dúvida!

GALERIA DO ROCK – A Grandes Galerias, mais conhecida como Galeria do Rock, funciona de segunta a sábado no centro da cidade. Possui duas entradas, uma pela rua 24 de Maio e outra pela avenida São João. É um dos lugares mais interessantes para levar aquele amigo turista ansioso por conhecer a cidade. A Galeria do Rock possui dezenas de lojas especializadas em, obviamente, rock. São souvenirs, camisetas, CDs e acessórios para roqueiro nenhum botar defeito. Quem quiser, pode procurar os novos lançamentos em CD ou DVD de bandas como Iron Maiden, Metallica, Kiss, Judas Priest e outras; mas, se desejar, pode também sair a caça de raridades em vinil de sua banda predileta. Uma das melhores lojas é a Consulado do Rock, que possui um imenso catálogo de acessórios e roupas para fâs de metal. Outro ponto imperdível é a Baratos Afins, cuja especialidade são discos mais antigos, a maioria em vinil. Se quiser um disco dos Mutantes da década de 1960 ou do Secos e Molhados dos Anos 70, é o lugar ideal. Não é por nada, mas os gringos adoram!



EDIFÍCIO E TERRAÇO ITÁLIA – Nada melhor do que convidar os amigos de fora para um drinque no bar ou uma refeição no restaurante do Terraço Itália. O atendimento é de primeiríssima e os pratos, inesquecíveis. Tanto o bar quanto restaurante possuem um atrativo digno das melhores (e maiores!) cidades do mundo: a vista. São Paulo vista do alto é, ao mesmo tempo, assustadora e tremendamente fascinante. A vista noturna é de tirar o fôlego, principalmente em noites com boa visibilidade. Seu amigo, amiga ou grupo de amigos estrangeiros vão adorar. E, pode ter certeza, nunca vão esquecer.

3 de abr de 2009

CONHEÇA O MASP E OUTROS MUSEUS DE SÃO PAULO

Logo que ouve falar em museu, a primeira imagem que vem à mente do paulistano é a do MASP, o Museu de Arte de São Paulo. Como se ele fosse o único museu da cidade! Justamente numa cidade com cerca de 50 museus.
Isso mesmo, você não leu errado: São Paulo possui mais de 50 museus, para quase todo gosto e todo público. Só uma cidade desse porte para ter um um museu dedicado ao relógio e ao óculos, um para o telefone e outro paras as invenções.
Como ele é o primeiro que surge na mente, fica “meio impossível” escrever um texto sobre museus paulistanos sem começar pelo MASP. Um dos motivos por ele ser tão lembrado é sua localização, na avenida Paulista, a via mais famosa e mais querida da cidade. Outro, sem dúvida, é a feirinha de antiguidades de domingo. Ir ao MASP sem visitar a feira é como ir a Liberdade sem dar um pulo nas lojas e mercados de produtos orientais, ou ir ao Mercado da Cantareira sem visitar o Hoccar Bar. Um terceiro motivo para o MASP ser sempre lembrado é o acervo, que faz dele o mais importante museu de arte da América Latina. Além de artistas brasileiros, o Museu de Arte de São Paulo possui um acervo rico e diversificado de artistas consagrados no mundo todo como Rafael, Botticelli, Bellini, Rembrandt, Renoir e outros. O acervo de esculturas do impressionista Dega é um dos maiores do mundo. O detalhe que pouca gente recorda é que o MASP possui uma loja muito charmosa, com produtos baseado no seu patrimônio artístico e na sua imagem.
Entre tantos tantas instituições museológicas (dizem que são 48!!), podemos destacar as seguintes:


MUSEU DE ARTE MODERNA (MAM) – Criado pelos mecenas Ciccillo Matarazzo e Yolanda Penteado em 1948, o MAM foi para o Parque do Ibirapuera na década de 1960. É um dos mais respeitados museus de arte contemporânea das Américas. Além das exposições temporárias, o visitante pode apreciar obras de artistas do quilate de Marc Chagall, Joan Miró, Alfredo Volpi e outros. Dentro do museu funciona um charmoso restaurante e uma loja de souvenirs que vale a pena ser vista. E isso não é tudo. Entre o MAM e a Oca (espaço de exposições que, em outros tempos, abrigava o Museu da Aeronáutica), há um imenso espaço aberto com várias esculturas, o chamado Jardim das Esculturas. O que torna o museu ainda mais atraente é, justamente, a vizinhança. Em um dia de passeio, é possível conhecer o prédio da Bienal (onde ocorre a São Paulo Fashion Week e, obviamente, a Bienal de Arte de São Paulo), o Museu Afro-Brasil, o planetário do Ibirapuera, o Jardim Japonês, o Obelisco e o Monumento às Bandeiras. Cansou? Pois saiba que, em breve, o Museu de Arte Contemporânea se mudará definitivamente para lá.

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA (MAC) – Com sede na Cidade Universitária, o MAC em breve deve mudar de endereço. Irá para o lado do MAM, do planetário e outras instituições de cultura sediadas no Parque do Ibirapuera. Atualmente, é vizinho de instituições como o Museu de Arqueologia e Etnologia e o Museu de Geociências da USP, ambos na Cidade Universitária. O MAC possui o maior acervo de arte contemporânea da América Latina, com quase oito mil obras. Além de pinturas, abriga gravuras, esculturas e instalações. Boa parte do acervo é de artistas brasileiros consagrados, como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Di Cavalcanti. Também é possível apreciar obras de feras como Pablo Picasso, Marc Chagall e Giorgio de Chirico.

PINACOTECA DO ESTADO – Situado no bairro da Luz, ao lado da estação de mesmo nome, a Pinacoteca possui um importante acervo de arte brasileira. Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e Anita Malfatti são alguns dos gênios com telas em exposição. Seu acervo possui mais de quatro mil peças de artistas brasileiros e estrangeiros, boa parte aberta ao público. Além da mostra permanente, a Pinacoteca do Estado conta com exposições temporárias, algumas para lá de interessantes, como as de Auguste Rodin. Albert Eckhout e Vik Muniz. O que torna a Pinacoteca charmosa não é somente o acervo, mas o café com mesas para o Parque da Luz e o jardim das esculturas, espalhadas pelo parque.


MUSEU DE ARTE SACRA – Vizinha da Pinacoteca, o Museu de Arte Sacra é uma das mais interessantes instituições museológicas da cidade de São Paulo. Explicamos o porquê. O museu faz parte do Mosteiro da Luz, onde está a Capela de Frei Galvão – santo recentemente beatificado pelo papa em cerimônia no Campo de Marte. A arquitetura do período colonial é bem preservada. Às vezes, temos a impressão de que viajamos no tempo. O acervo possui quatro mil peças, 800 em exposição. São imagens históricas das igrejas católicas de São Paulo e do país. Relicários, crucifixos, estátuas estão por todo o lugar. Não faz muito tempo, o Museu de Arte Sacra recebeu o acervo do Museu do Presépio, que funcionava na Oca do Parque do Ibirapuera. As autoridades responsáveis pretendem exibir para o público duas múmias de freiras sepultadas nas paredes da instituição. É esperar para ver.

MUSEU ANCHIETA – Situado no Centro Velho de São Paulo, o Museu Anchieta faz parte do conjunto do Pátio do Colégio. Além do museu, fazem parte do conjunto uma capela, um café e um pátio interno com um jardim e um altar, usado pelo papa João Paulo II durante uma missa realizada no local. O museu possui uma maquete que mostra como era a antiga (e pacata) cidade de São Paulo. Possui inúmeros artefatos de época no acervo. Entre as peças mais valiosas encontram-se crucifixos, castiçais e relicários. Azulejos e gravuras contam a vida de José de Anchieta.

MUSEU DO IPIRANGA – Considerado o mais bonito museu da cidade, o Ipiranga faz parte de um conjunto que abriga o parque, o (maravilhoso) jardim em estilo francês, a Casa do Grito e o monumento do Ipiranga. Seu acervo é imenso, chegando a mais de 120.000 unidades. Abriga esculturas, quadros, mobiliários, jóias, moedas e instrumentos de trabalho que contam a história do Brasil colonial e do Império. O que mais chama a atenção dos estudantes é o famoso quadro de Pedro Américo que retrata o grito do Ipiranga.


MEMORIAL DO IMIGRANTE – Situado numa região mais afastada do Centro, o Memorial do Imigrante foi fundado no prédio onde funcionava a antiga Hospedaria dos Imigrantes, construída entre 1886 e 1888. Era para lá que os imigrantes (portugueses, espanhóis, italianos, árabes, japoneses, armênios e outros) se dirigiam antes de seguir viagem -boa parte para as fazendas de café do interior. No seu acervo estão roupas típicas, instrumentos de trabalho, mobiliários e fotografias dos milhares de imigrantes que entraram no Estado de São Paulo. Quem quiser, pode fazer um passeio de Maria Fumaça. Só por curiosidade: o museu abriga uma pequena plantação de café.

MUSEU DE ARQUEOLOGIA DA USP – Com endereço na Cidade Universitário, o Museu de Arqueologia possui um acervo de 120.000 objetos do Brasil pré-histórico, da África, Mediterrâneo e Oriente Médio.

MUSEU DE ZOOLOGIA – Embora não seja um dos maiores museus de São Paulo (longe disso), o Museu de Zoologia da USP tem a vantagem de ter como vizinho o Museu do Ipiranga. É uma das instituições mais didáticas da cidade. Tem no seu rico acervo ossadas de animais pré-históricos, animais empalhados e amostras de espécies marinhas e insetos.

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA – Considerado uma das principais atrações da região da Luz, o Museu da Língua Portuguesa atraiu em seu curto tempo de existência milhares de paulistanos. O seu ponto forte é a interatividade. Por meio de painéis e vídeos, o visitante tem a oportunidade de conhecer toda a história da lingua portuguesa, de suas origens latinas aos dias atuais. Destaque para as instalações em homenagem aos grandes nomes da literatura nacional. A instalação atual foi inaugurada para lembrar os 100 anos da morte do escritor Machado de Assis.


Em se tratando de museu, São Paulo está muito bem servida. Se não quiser visitar nenhuma das instituições citadas, o paulistano (ou turista) pode optar pelo Museu do Futebol, Museu da Casa Brasileira, Museu Afro-Brasil, Museu Brasileiro da Escultura e outros. Tantos são os museus que, se tivesse que falar de todos, escreveria um livro.