26 de mar de 2009

DICAS E INFORMAÇÕES SOBRE AS IGREJAS HISTÓRICAS DE SÃO PAULO

O que não falta na região central de São Paulo é templo religioso. Num raio de mais ou menos dois quilômetros da Praça da Sé existem duas mesquitas, uma sinagoga, uma igreja ortodoxa, dois mega-templos evangélicos e cerca de 10 igrejas católicas – sete históricas.
Uma das mais antigas igrejas católicas da cidade de São Paulo é a de São Francisco, no largo de mesmo nome. A igreja faz parte do Conjunto Franciscano, remanescente de um antigo convento erguido em 1647. Sua arquitetura e altar possuem forte inspiração barroca. Vizinha da famosa faculdade de direito, a igreja é um dos principais pontos turísticos da cidade. Além do Conjunto Franciscano, o chamado Centro Velho abriga as seguintes igrejas históricas.



CAPELA DE ANCHIETA – Reconstrução de uma capela que por lá existia no século XVIII, está no lugar onde foi fundada a cidade de São Paulo pelos padres jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta. Em seu interior estão em exposição um osso, supostamente de Anchieta e uma bata do mesmo padre. O chamado Pátio do Colégio abriga, além da igreja, o Museu Anchieta e um café, de onde é possível descortinar uma vista muito bonita da cidade e observar uma parede de taipa que, segundo consta, foi a primeira construção da cidade.



IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DO CARMO – A Igreja do Carmo foi, durante muito tempo, uma das mais importantes de São Paulo. Realizava procissões que atraiam milhares de pessoas, principalmente na Páscoa. Apesar da Ordem dos Carmelitas habitar o local desde o século XVI, a igreja data de 1804. O belo altar é do século XVIII e as impressionantes imagens, do século XIX. Ofuscada pela imponente Catedral Metropolitana, a igreja foi quase esquecida pela população.



IGREJA DE SANTO ANTÔNIO – Localizada na conhecida Praça do Patriarca e ao lado do Viaduto do Chá, a igreja de Santo Antônio é um dos principais patrimônios históricos da região central de São Paulo. É, ao lado da Igreja do Carmo, um dos mais antigos templos católicos da cidade. A fachada atual foi feita em 1919, mas o templo é do século XVI. A mais antiga refência é de 1592 e as informações mais conclusivas são da década de 1630. O interior é de forte inspiracão barroca. O maior problema é encontrá-la aberta fora dos horários das missas.



IGREJA DE SÃO GONÇALO – Erguida em 1724, foi durante muito tempo frequentada pela população mais pobre da cidade. O curioso é que foi construída em homenagem a Nossa Senhora da Conceicão. Dizem que, para sua construção foi utilizado taipa de pilão. A fachada atual é século XIX. Mas, seja como for, ela continua em pé até hoje, na Praça João Mendes (antigamente chamado de Largo da Cadeia) à sombra da Catedral Metropolitana. O altar é belíssimo, mas o que mais chama a atenção é o vitral com a imagem do padre José de Anchieta.



CONJUNTO DE SÃO BENTO – Abriga mosteiro, colégio, faculdade de filosofia, biblioteca e abadia. Comumente chamada de igreja de São Bento, ela é, na verdade, dedicada a Nossa Senhora de Assunção. A primeira igreja foi inaugurada no século XVII, sendo substituída por outras quatro construções. A construção atual começou em 1911, sendo inaugurado em 1922. Mantida pelos monges beneditinos, o conjunto abriga a primeira faculdade de filosofia do Brasil, embrião da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Foi no mosteiro que ficou hospedado o papa Bento XVI, em recente viagem ao Brasil. O relógio, de fabicação alemã, é um dos mais precisos da cidade. Durante muito tempo, a população acertava as horas por meio dele. Embora um pouco escuro, o interior da abadia é de uma beleza cativante. Destaque para os vitrais, as estátuas dos profetas e para o enorme órgão. Mas o que atrai turistas e peregrinos são as missas, norrnalmente acompanhada por cantos gregorianos. Para assistir a missa de domingo, é necessário chegar pelo menos uma hora mais cedo. Uma curiosidade: em seu interior está sepultado o bandeirante Fernão Dias Paes Leme, conhecido como o Caçador de Esmeraldas.



CATEDRAL DA SÉ – Situada na Praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo, a Catedral Metropolitana é um dos cinco maiores templos de arquitetura “gótica” do mundo. Foi erguida onde era a antiga igreja matriz da cidade, de 1616, que, por sua vez, foi demolida para, em seu lugar, ser construída outra – a sede da diocese de São Paulo. Esta também foi abaixo para, em 1913, ser construída a atual igreja. A fachada foi inaugurada em 1954, ainda com as torres inacabadas. Tida como a maior igreja de São Paulo, teve as torres inauguradas em 1967. Em seu interior cabe por volta de 8.000 pessoas. Todos os mosaicos e esculturas foram trazidos da Itália. O órgão é um dos maiores da América Latina. Um dos locais mais interessantes da Catedral da Sé é a cripta, situado abaixo do altar principal. Nessa espécie de câmara mortuária, estão sepultados vários bispos e arcebispos da cidade, além do índio Tibiriça e Diogo Antônio Feijó, conhecido pelos historiadores como Regente Feijó. Local de grande concentração popular, a Praça da Sé foi palco de uma das maiores manifestações do movimento Diretas-Já, que se espalhou pelo país na década de 1980. O projeto atual da praça é de 1970. Dizem que é lá, no marco zero, que passa o trópico de Capricórnio, um das linhas imaginárias que dividem a Terra.

24 de mar de 2009

COMO APROVEITAR AS DELÍCIAS DO BAIRRO DA LIBERDADE


O bairro oriental de São Paulo atrai turistas de toda parte do Brasil. E não é por menos! Além das luminárias e fachadas de inspiração asiática, a Liberdade reúne lojas típicas e uma charmosa feirinha de final de semana.
O melhor dia para visitar a Liberdade é o sábado. O domingo também é uma boa pedida, com a diferença de que a feira de arte e artesanato fica intransitável. Com tantos turistas e tanta gente circulando entre calçadas e barracas, a feira dominical é um teste para a paciência.
A feira não é lá muito diferente das inúmeras do tipo existentes pelo país. O que a diferencia são as barracas de origamis, lanternas orientais, utensílios em bambu e quimonos. E o que a torna única são as bancas de alimentos com seus espetinhos, yakissobas, tempurás e guiozas (uma espécie de pastel nos sabores carne ou frango). Se puder, experimente um espetinho de camarão (a variedade é enorme) e, em seguida, uma raspadinha de gelo com caldo de groselha.
Se o seu negócio não é comida de rua, há muitas opções de restaurantes, a grande maioria de cozinha típica do Japão. O Gombe (na rua Thomas Gonzaga) é especializado em espetinhos e grelhados. O macarrão do tipo lamen é o atrativo do Lamen Kazu (também na Thomas Gonzaga). O Rong He (na Rua da Glória) serve cozinha chinesa. No Sushi Yassu (outro da Thomas Gonzaga), o cliente tem à disposição um cardápio variado e completo. Além deles, existem outros restaurantes orientais nas proximidades: Sendai, Tako, Kinoshita, Enomoto, Yamaga, Hinodê etc.



Quem prefere uma comida, digamos, “mais acessível”, o restaurante Itiriki é a melhor pedida. O preço é o mesmo de qualquer casa de comida por quilo e as opções vão do frango xadrez ao sushi, da culinária chinesa a japonesa.
Um dos lugares mais interessantes da Liberdade é a Bakery Itiriki, na rua dos Estudantes, onde é possível experimentar croissants, bolos e pães saborosos. Se puder, experimente o pão de quínua, um grão típico dos Andes e que está em moda em São Paulo.
Falando em moda, experimente o sorvete coreano Melona. Vendido em nove de cada dez estabelecimentos da rua Galvão Bueno, o Melona é encontrado nos sabores banana, morango, manga e, claro, melão. Outra boa dica são os sucos orientais enlatados, especialmente o de lichia com côco, vendido em estabelecimentos como a Casa Bueno e a Marukai. Agora, em se tratando de suco exótico, nada se compara ao de babosa com uva verde. Vale a pena experimentá-lo.
Além da feira e dos restaurantes, outra grande atração da Liberdade são as lojas e mercadinhos de produtos típicos. Tida como uma das melhores lojas de importados, a Hime-ya oferece quimonos japoneses, espadas chinesas e até chapéus vietnamitas. O leque de produtos é variadíssimo. Dá para comprar uma moderna panela elétrica ou, se preferir, uma tradicional chaleira para chá verde. Lanterna e sombrinhas típicas estão por toda parte, assim como estatuetas de divindades budistas.
A maior parte da freguesia do mercadinho Marukai é constituída de descendentes de orientais. E não sem motivos, pois a Marukai vende alimentos industrializados e ingredientes da cozinha japonesa a rodo. Os sushis e sashimis, expostos na entrada da loja, são fresquinhos. De lá, também é possível levar algas marinhas desidratadas, peixe seco, biscoitos e doces, muitos doces. Embora as embalagens sejam em caracteres orientais, todas possuem etiqueta em português. Desse modo, o freguês pode identificar o produto e escolhê-lo conforme o gosto. Entre as guloseimas, estão o chiclete de Coca-cola e as balas nos sabores amendoim, chá verde e gergelim. Além de bonitas, as gelatinas de alga marinha são deliciosaas. Mas, se quiser algo exótico de verdade, leve o biscoito de arroz com algas apimentadas.
Conhecida do público feminino da Liberdade, a loja de cosméticos Ikesaki possui dois endereços na região. Com seus balcões abarrotados de produtos de beleza importados e nacionais, ela está sempre cheia. É o lugar ideal para adquirir produtos da marca japonesa Shiseido, uma espécie de Revlon oriental.
Colada ao Distrito da Sé, a Liberdade oferece muito mais do que um ambiente oriental. De sebos a igrejas históricas, ela oferece um mosaico de atrativos muito interessantes, basta ter um pouco de espírito esportivo (para “bater perna”) e um bom guia à mão.

19 de mar de 2009

11 PARQUES DE SÃO PAULO QUE VOCÊ DEVIA CONHECER

A imagem que normalmente associada a São Paulo é de uma cidade cinzenta e moldada pelo concreto. Ela é vista como um mar de prédios, calçadas e ruas com uma ou duas ilhas verdes. O título de maior “ilha verde” da cidade pertence ao Parque do Ibirapuera. Se perguntarmos ao pessoal de fora (inclusive do interior do Estado de São Paulo) se conhece ou ouviu falar de algum outro parque, ele certamente terá dificuldade de responder.
São Paulo pode até ser um mar de concreto, mas um mar pontilhado de ilhas verdes. A cidade dos eternos engarrafamentos e dos gigantescos edifícios possui mais de 40 parques estaduais e municipais. Alguns minúsculos como o Parque Trianon, outros gigantes como o Parque Estadual da Serra do Mar.
Pois é, a cinzenta São Paulo é bem mais verde do que se imagina. Seus parques oferecem inúmeras opções de lazer. Em alguns casos, pode-se praticar esportes, fazer piquenique com a família, visitar museus e curtir a paisagem sem sair do parque. E, surpresa maior: pode-se cruzar com animais selvagens como preguiças, cobras, capivaras e macacos.
Os parques mais conhecidos dos moradores da cidade são o Ibirapuera, o Trianon, o Cantareira e o da Luz. Mas há outros muito interessantes, que valem a visita. Das mais de quatro dezenas de ilhas verdes, selecionei alguns que mereciam uma visita.

PARQUE DO CARMO – Localizado na Zona Leste, o Parque do Carmo é um dos maiores da cidade. Possui planetário, lagos, área de lazer, quiosques e um charmoso bosque de cerejeiras. Parte de sua área ainda é de mata virgem, remanescente da antiga Mata Atlântica. É normalmente frequentado por moradores de Itaquera, São Matheus, Aricanduva e bairros vizinhos. Para quem está no Centro ou região dos jardins, o acesso é um tanto difícil, mesmo de carro.

PARQUE DA ACLIMAÇÃO – É um dos menores parques de São Paulo. Não chega aos pés do Ibirapuera, nem do Horto Florestal, mas é muito charmoso. Possui pista de cooper, área de lazer e um belo lago. O único problema é que, ao contrário de outras áreas verdes, não possui museus, planetários ou shoppings por perto. Em compensação, possui no seu entorno várias bares e restaurantes onde pode-se comer bem.

PARQUE DA LUZ –Inaugurado na década de 1820, é o mais antigo parque da cidade. A bem dizer, ele se assemelha mais a um jardim do que a um parque. Possui árvores centenárias. Suas jaqueiras chamam a atenção a distância. Além de fazer caminhadas, o visitante pode apreciar as mais de 30 esculturas espalhadas em sua área e tomar um café ao ar livre na Cafeteria da Pinacoteca. Outro ponto a favor do Parque da Luz é a localização. Entre seus vizinhos estão a Pinacoteca do Estado, o Museu de Arte Sacra, a Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa e a Estacão Júlio Prestes, com sua incomparável sala de concertos. Quem quizer, pode fazer compras na rua José Paulino, conhecido ponto de moda da cidade. O que estraga a visita são as prostitutas que perambulam por lá em plena luz do dia.



PARQUE DA INDEPENDÊNCIA – Localizado no bairro do Ipiranga, o Parque da Independência é o mais bonito (e fotografável) de São Paulo. Os jardins de inspiracão francesa merecem alguns cliques. Idem para o Monumento da Independência. O parque abriga o Museu do Ipiranga, de acervo artístico e objetos históricos interessantes. A vista da região é muito bonita. Outro ponto positivo são os shows que eventualmente acontecem na sua área. Atrás do museu há uma área verde propícia para caminhadas e prática de esportes. Ruim é que praticamente não há lugares para comer ou beber.



PARQUE DA ÁGUA BRANCA – Inaugurado em 1929, o Parque Dr. Fernando Costa foi muito usado para exposições agropecuárias. Uma das poucas feiras que ocorrem no local é a de produtos orgânicos, às terças e sábados. No mês de setembro, ocorre uma feira de comida típica, artes e artesanato chamada Revelando São Paulo. Nela, o visitante pode conhecer o folclore e as tradições do interior paulista. O parque ainda possui bichos de fazenda soltos, áreas de lazer e equipamentos de ginástica para idosos. O que torna o local ainda mais atraente é a vizinhança. Além do Memorial da América Latina, o parque tem como vizinhos os shoppings West Plaza e Bourbon. É fácil chegar lá, pois o parque fica ao lado da estação Barra Funda.

PARQUE TRIANON – Inaugurado em 1892, numa ainda nascente avenida Paulista, o Trianon possui uma diversidade surpreendente de vegetação de Mata Atlântica. Mas o que vai surpreender mesmo o visitante é o farto policiamento e os folhetos explicativos do local, distribuído num posto de turismo ao lado. Nem todo parque é bem policiado e quase nenhum tem folhetos com mapas explicativos. O que pesa a favor do Trianon é o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e o shopping Center 3, que ficam a poucos passos. Para chegar no MASP, basta atravessar a rua. Aos domingos ocorre uma feira de artesanato na entrada. Quando for ao Trianon, não deixe de visitar algumas atracões da avenida Paulista.

PARQUE DO IBIRAPUERA – Provavelmente a mais conhecida área verde da cidade. Dependendo da ocasião, o turista precisará de dois ou três dias para conhecer todo o parque. Eu explico: além do Monumento às Bandeiras (obra de Vitor Brecheret) e do Obelisco, o Ibirapuera é sede do Pavilhão da Bienal, do Museu de Arte Moderna (MAM) e da Oca, que, eventualmente abrigam exposições de artes e ciências imperdíveis e que merecem uma olhada. O edifício da Bienal é palco de eventos como a São Paulo Fashion Week, Bienal de Arte, Bienal de Arquitetura e, até recentemente, Bienal do Livro. Em dezembro, as árvores ao redor do lago são decoradas com luzes de Natal, proporcionando um belo espetáculo aos visitantes. Não dá para ver tudo em apenas um dia Quando for ao Ibirapuera, também não deixe de ver o Jardim das Esculturas e, se possível, o Planetário. Se puder alugue uma bicicleta ou deixe a vida passar à beira do lago. Não vá embora sem reparar nas tribos que frequentam o lugar (uma amostra de SP), sempre são uma atração a parte. Há lanchonetes e restaurantes dentro do parque, além de banheiros. Visitar São Paulo sem ir ao Ibirapuera é como viajar para Nova York sem dar um pulo no Central Park.



PARQUE DO ESTADO – Também chamado de Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, é lá que nasce o riacho que dá nome ao bairro vizinho e ao monumento em homenagem à Independência. A região do Parque do Estado é de fácil acesso pela rodovia dos Imigrantes e pelo metrô, que possui linhas de ônibus que passam em frente. Ela abriga o zoológico, jardim botânico e o Zôo Safári – antigo Simba Safari. Para conhecer cada uma dessas atrações é necessário um dia inteiro. O zoológico é um dos maiores do mundo. O jardim botânico, com seus lagos e estufas, dão a impressão de que estamos em outros mundo, não em São Paulo. No Zôo Safári, os visitantes podem circular entre animais soltos com a ajuda de um guia. Com exceção de alguns animais como os felinos, o contato é direto. O passeio tem duração de mais ou menos uma hora. Ideal para quem quer levar criaças. Todas as atrações possuem lugar para comer.

PARQUE DA CANTAREIRA E HORTO FLORESTAL – Imagine um parque com quiosques, áreas de lazer, lagos,até feira de livro infantil e até animais soltos como capivaras e macacos. Assim é o Horto Florestal, na Zona Norte da Cidade. O lago é muito bonito e a mata exuberante. Quando for ao Horto, não esqueça da camera fotográfica. Nada melhor do que fotografá-lo num dia de sol. Outra vantagem do Horto é sua localização, ao lado do Parque Estadual da Serra da Cantareira. O turista mal sai de um e já está em outro. O Parque da Cantareira possui trilhas que levam a um lago com carpas (por pouco, os peixes vem comer na sua mão) e a chamada Pedra Grande, de onde se descortina uma hipnotizante visão da cidade. Para chegar à Pedra Grande é necessário paciência e fólego. A caminhada é longa, exige bom preparo físico. Outra coisa importante: lanche. Não deixe de levar algo para comer e beber, pois são horas de caminhada. Ao contrário do que muita gente pensa, as trilhas são asfaltadas e com bancos para descanso. O passeio é inesquecível e a vista de São Paulo é maravilhosa.

PARQUE DO JARAGUÁ – Apesar de um pouco distante do Centro, o acesso é fácil. O maior atrativo do Parque do Jaraguá é o pico, que leva o mesmo nome do Parque. Situado a mais de mil metros do nível do mar, o Pico do Jaraguá pode ser visto de quase toda a cidade. Lá de cima, nos dias claros (e sem poluição), dá para avistar até a Serra do Mar, no outro extremo da cidade. O parque possui uma infra-estrutura boa, com áreas de lazer, banheiros e churrasqueiras. Quem estiver a fim de uma boa caminhada, pode subir o pico a pé. A trilha é estreita, percorre trechos de mata fechada, mas é atraente. Com um pouco de sorte, pode-se cruzar com animais silvestres como macacos-prego e saguis. Se o visitante não quiser caminhar, dá para subir por uma estrada asfaltada. Vista lá de cima, São Paulo é deslumbrante. Não deixe de levar a camera. Comida não é problema. Pode-se comprar lanches, salgadinhos, sorvetes e refrigerantes, mas eu recomendo a comida de casa mesmo. O único senão é o domingo, quando o parque fica absurdamente cheio.



PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO MAR – Situado no extremo sul da cidade, depois do parque Capivari-Monos, é de acesso díficil. Ideal para quem gosta de aventura! O clima é imprevisível. Em certas épocas do ano, recomenda-se o uso de agasalhos. Por seu tamanho, o Parque da Serra do Mar abrange diversos municípios. O trecho mais interessante fica na divisa de São Bernardo do Campo e Cubatão. De lá, pode-se descer a Estrada Velha de Santos e conhecer atrações turísticas como a Casa de Pedra e o Belvedere. Há inúmeras quedas d´água e muito verde. Mas, atenção: as visitas devem ser programadas. O acesso é pago, a dificuldade de chegar é grande, mas compensa. Com o auxílio de guias turísticos, é possível conhecer parte da história da estrada velha e da Mata Atlântica. E, se São Pedro ajudar, dá para avistar algumas cidades litorâneas. Se São Pedro for ainda mais generosos, pode-se avistar o alto-mar, com navios flutuando em direção ao Porto de Santos. Uma experiência memorável (como do pessoal da foto).

13 de mar de 2009

CONHEÇA 8 ATRAÇÕES IMPERDÍVEIS EM SÃO PAULO


São Paulo é uma das maiores metrópoles do mundo. Possui 10 milhões de habitantes, mas somando as regiões vizinhas (ABC, Guarulhos, Osasco etc), a população salta para 19 milhões. É maior que a população de alguns países da América Latina, como Chile, Paraguai, Bolívia e Uruguai.
É óbvio que, dada as suas dimensões, cidades como a capital paulista acabem abrigando um incontável número de ruas comerciais, shoppings centers, restaurantes e pontos turísticos. No caso de São Paulo, a variedade de opções é tão grande a ponto de deixar o turista desnorteado.
Mas, para ajudá-lo, resolvemos dar uma mãozinha e indicar algumas atrações turísticas imperdíveis:

MERCADO MUNICIPAL – O Mercado da Cantareira é um dos pontos mais procurados pelos turistas. O que leva tanta gente ao local são, principalmente, o pastel de bacalhau e o sanduíche de mortadela do Hocca Bar. Mas o mercado não se resume a isso. Ele tem uma enorme variedade de bancas de embutidos, frutas, carnes e produtos importados. Experimente levar algumas frutas exóticas como avocado, lichia, mirtillo e pitaya.

BAIRRO DA LIBERDADE – O bairro oriental é um lugar para lá de interessante. Lá, você pode comprar uma imensa variedade de produtos importados. As lojas e mercearias vendem cosméticos japoneses, utensílios chineses, sucos de Taiwan e até sorvetes coreanos (deliciosos, por sinal!). Mas o bairro fica interessante mesmo nos finais de semana, quando ocorre a tradicional feira de artes e artesanato. Para quem gosta de lembrancinhas, produtos artesanais e principalmente pratos orientais, é um programa imperdível.

CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO – Muitos estranham a indicação de um cemitério como atração turística. Eu explico. Juntamente com o cemitério do Araça, o da Consolação possui túmulos que são verdadeiras obras de arte. Impossível dizer qual o mais suntuoso e mais bonito. Outro atrativo são os jazigos de personalidades. Entre os famosos sepultados na Consolação estão: Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Marquesa de Santos, Oswald de Andrade e o ex-presidente Campos Salles. Muitos visitantes ignoram esses túmulos, dando maior atenção aos dos chamados “santos do povo”, como o menino Antoninho Marmo, considerado por muitos como milagreiro.

MASP – Considerado um dos melhores das Américas, o Museu de Arte de São Paulo possui um rico patrimônio histórico. Seu acervo inclui artistas renascentistas, barrocos, impressionistas e, claro, modernistas. O acervo de arte brasileira é imenso. Ao domingos, pode-se visitar a imperdível feira de antiguidades no vão livre do museu. Entre os itens à venda, há alguns curiosos como bengalas, câmeras fotográficas, chaveiros e até medalhas de Guerra.

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA – Imagine um museu moderno, com atrações interativas e que, ainda por cima, ensina princípios básicos do português. Ele existe e está localizado na Estação da Luz, em São Paulo. Através de painéis, vídeos e muita interatividade, o visitante poderá descobrir as origens, os sotaques e as variações do português falado no Brasil. De quebra, conseguirá dar uma voltas no bairro da Luz, que concentra algumas das mais populares atrações da cidade, como a Pinacoteca do Estado e a Estação Júlio Prestes.

PARQUE DO IBIRAPUERA – O Ibirapuera não é o maior, nem o mais bonito parque da cidade de São Paulo, mas certamente, é o mais popular. Poucos parques possuem infraestrutura igual ao do Ibirapuera – quesito no qual ele ganha disparado. Além do planetário, ele abriga um jardim japonês, dois espaços de exposições (a Oca, o MAM e o prédio da Bienal de SP), diversos monumentos e um imenso lago com um belo chafariz. O passeio pode durar o dia todo, principalmente se houver eventos na Oca ou Bienal. Mas, mesmo que não esteja ocorrendo nenhum desfile de moda ou exposição de artes, vale a pena ver o dia passar à sombra das árvores.

MUSEU DO IPIRANGA – O ruim de visitar o Ipiranga é que a maior parte do seu acervo não está em exposição. Mesmo assim, a visita compensa. E como compensa! O visitante pode ver documentos, obras de arte, objetos de usos diário e até instrumentos utilizados dos tempos escravidão. Pode também desfrutar da bela arquitetura do prédio e do jardim, de influência francesa. Outro ponto que não deve ser desprezado é o monumento, a poucos metros do museu. O que pouca gente sabe é que o museu abriga umo imenso parque, com espaço para a prática de esportes e caminhada ao ar livre. Uma recomendação: não esqueça de levar a câmera fotográfica.

EDIFÍCIO ALTINO ARANTES – Conhecido como “prédio do Banespa”, o edifício Altino Arantes é um dos mais altos da cidade. Aberto ao público, o mirante tem uma vista de cair o queixo. De lá, é possível enxergar a Serra da Cantareira, o Pico do Jaraguá, a avenida Paulista, a Praça da Sé e grande parte da Zona Leste de São Paulo. Pena que, devido à enorme procura, a administração encurtou o tempo das visitas. Agora, o turista não pode ficar mais do que cinco minutos no mirante. É tempo suficiente para tirar duas ou três fotos. Outro negativo é que o ponto, localizado no Centro, não abre nos finais de semana.

11 de mar de 2009

CONHEÇAS AS CURIOSIDADES E SEGREDOS DA RUA 25 DE MARÇO



Você já ouviu falar na Rua da Várzea do Glicério? E na Rua das Sete Voltas? Provavelmente não, mas é certo que ouviu falar da Rua Vinte e Cinco de Março. Afinal, se trata do mesmo logradouro!
A rua foi batizada inicialmente de Rua da Várzea do Glicério. Mais tarde, foi reconhecida como Rua das Sete Voltas e Rua Baixa da São Bento. Passou-se muito tempo até que fosse chamada de Vinte e Cinco de Março.
Antigamente, a região central de São Paulo era dividida em Cidade Alta e Cidade Baixa. A Vinte e Cinco localizava-se na parte baixa, onde havia um porto que desembarcava mercadorias vindas do Ipiranga pelo rio Tamanduateí (“rio de muitas voltas” em tupi). Ali era, literalmente, uma área de várzea. Inundações ocorriam com frequência.
Com o comércio concentrado na parte alta, a antiga Rua das Sete Voltas (diziam que o Tamanduateí dava sete voltas antes de encontrar o rio Anhangabaú e desaguar no Tietê), vivia basicamente da distribuição de mercadorias vindas pelo rio. O comércio era desenvolvido por imigrantes árabes na rua Florêncio de Abreu.
Há pouco tempo, a Florêncio de Abreu virou endereço especializado em máquina e equipamentos. Os comerciantes da área desceram para a Vinte e Cinco de Março onde desenvolveram o comércio de armarinhos e tecidos. Não demorou muito para que o comércio se diversificasse e crescesse, transformando a Vinte e Cinco no maior centro comercial da América Latina.
A região da Vinte e Cinco de Março é visitada diariamente por milhares de pessoas. O número de visitantes oscila entre 400 mil a 700 mil pessoas ao dia. Nos finais de ano, não é raro que esse número chegue a 1 milhão.
Ao longo dos seus 2.500 metros, a Vinte e Cinco de Março concentra centenas de pontos comerciais, entre lojas, estandes e barracas de camelôs. A vizinhança concentra o Pátio do Colégio (marco da fundação de São Paulo), o Mercado da Cantareira, o Largo de São Bento, a torre do Banespa e outro logradouro famoso: a rua Santa Efigência, especializada em material eletrônico.
A fama da Vinte e Cinco ganhou proporcões imensas. Tanto que muita gente deixou de ir ao Paraguai para comprar na região e revender os produtos em suas cidades. Para lá acorrem pessoas do Brasil inteiro. Não é raro encontrar vendedores que saem dos seus Estados apenas para trabalhar na Vinte e Cinco na alta temporada.
Pois bem, é possível encontrar de tudo na Vinte e Cinco de Março. De brinquedos a fantasias de carnaval, de doces árabes a botões, de saris a bichos de pelúcia, de enfeites de festa a bijuterias, tudo (ou quase tudo) está à venda.
É difícil apontar uma loja bacana, já que existem dezenas de endereços interessantes. Os pontos listados abaixo não são somente da Vinte e Cinco, mas de ruas próximas como a Cantareira, Abdo Schain e Afonso Kherlakian.

MERCADO DA CANTAREIRA – O famoso Mercado Municipal. As principais atrações são o pastel de bacalhau e o sanduíche de mortadela do Hocca Bar. Mas vale a pena visitar o “Mercadão” para conferir frutas exóticas, frutas desidratadas (como goiaba, jaca e até melancia), especiarias, queijos e o delicioso frozzen yogurt do Empório Chiapetta.

CAMICADO – Localizada nas imediações da Vinte e Cinco, a loja (enorme, por sinal) vende de quase tudo para o lar, de brinquedos a objetos de decoração.

KATMANDU – Loja especializada em produtos importados de Bali, Nepal e Índia. O visitante pode comprar de porta-jóias a R$ 10,00 a estátuas de Buda de mais de R$ 3.000,00.

DOURAL – Parece duas lojas, uma ao lado da outra, mas trata-se de apenas uma. De um lado, vemos utensílios domésticos, eletrodomésticos e decoração; do outro, tapetes, carpetes, cortinas e toalhas. O ponto forte da Doural é a variedade. Não deixe de visitar o segundo andar com suas panelas e aparelhos de jantar finos e de alta qualidade.

MINAS – Loja imensa, com três ou quatro andares. Uma das preferidas dos visitantes de outras cidades e estados. A Minas é um dos melhores lugares para comprar lembrancinhas e produtos a preços convidativos. Não deixe de visitar o terceiro andar com sua infinidade de bichos de pelúcia. Ninguém sai de lá sem ao menos tocar numa desses “bichos fofos” .

ARMARINHOS FERNANDO – Talvez uma das maiores e com mais variado estoque da Vinte e Cinco de Março. É também uma das mais cheias. O visitante precisa ter paciência para encontrar o que procura e para passar nos caixas. Seu maior atrativo são os produtos de armarinho, papelaria e brinquedos.

Os pontos fracos da 25 de Março e ruas próximas são os assaltos, a sujeira, o excesso de pedestres e os camelôs que tomam quase todo o espaço das calçadas. Isso exige paciência e cuidado dos visitantes. Paciência e cuidados que devem ser redobrados em épocas de maior movimento como os feriados prolongados e o mês de dezembro (período em que a rua se transforma num inferno). Mas a visita sempre vale a pena. Ninguém sai de lá sem levar nada. E o pior (ou melhor!!), ninguém sai de lá sem planejar a volta.
Uma última informação: o nome Vinte e Cinco de Março foi escolhido por ser a data em que foi promulgada por Dom Pedro I a primeira Constituição do Brasil.

Veja também:
SUGESTÃO DE PASSEIO: MERCADO MUNICIPAL