27 de nov de 2009

DESCUBRA 7 PASSEIOS IMPERDÍVEIS PERTO DE SÃO PAULO


Com exceção de Aparecida do Norte e Santos, as cidades indicadas para passeios perto de São Paulo ficam a menos de 100 quilômetros da cidade. A Estrada Velha de Santos e Paranapiacaba, que ficam em cidades do ABC, ficam a cerca de 20 quilômetros.
São passeios de apenas um dia. Ideais para um “bate-e-volta”. Eles foram escolhidos visando quem gosta de bater perna, apreciar artes e fazer compras. Vinhedo e Santos são ideais para quem quer se divertir. Campos do Jordão e Santo André, para quem curte passeios ecológicos. Aparecida é recomendada para os que gostam de passeios culturais. Mesmo os não-católicos se surpreenderão com as atrações da cidade.
A única recomendação (que vale para todos) é escolher um bom par de tênis e sair bem cedo.


VINHEDO
Atrações: Mosteiro de São Bento, Wet’n’Wild e Hopi Hari. O Hopi Hari oferece atrações como montanha-russa, elevador que despenca, roda-gigante, rio com corredeiras e um balanço chamado Parangolê, entre outras. Fica ao lado do Wet’n’Wild. O parque possui local para comer. Só não vá de bolsos vazios, pois os lanches são um pouco caros.
Como chegar – Km 72 da Rodovia dos Bandeirantes.

SANTO ANDRÉ
Atrações: Distrito de Paranapiacaba. Trata-se, na verdade, de um vila de inspiração inglesa no meio da Mata Atlântica. Paranapiacaba conta com bares, restaurantes e ótimos locais para fotografar. Procure um dos guias locais. Eles o levarão por trilhas incríveis, inclusive a uma montanha de onde se pode ver o mar. E não esqueça do repelente de insetos e do protetor solar. Um bom para de tênis também é essencial.
Como chegar – Rodovia Anchieta até o Km 29. Pega-se a entrada para a Estrada Velha de Santos e, em seguida, a rodovia Índio Tibiriçá. No posto Shell, entre na rodovia Ribeirão Pires-Paranapiacaba.

SÃO BERNARDO DO CAMPO
Atrações: Riacho Grande e Estrada Velha de Santos. O bairro de Riacho Grande tem áreas para pesca, praia de água doce e restaurantes flutuantes. Com pedalinhos, teleféricos e zoológico, o Parque Estoril também é uma boa opção de lazer. Para conhecer a Estrada Velha de Santos, só com agendamento (11-3333-7666). Os ingressos custam de R$ 10,00 a R$ 15,00. Às quintas, sai mais barato. Prefira o período da manhã.
Como chegar – Km 29 da Via Anchieta, entrada do Riacho Grande.

EMBU
Atrações: Museu de Arte Sacra, feira de artes. A feira de antiguidades, artesanato e artes de Embu é famosa em toda a Grande São Paulo. Milhares de pessoas se deslocam para lá nos finais de semana, sempre com a intenção de comprar móveis e objetos de decoração. Não é à tôa que o Centro Histórico fica tão cheio. O Largo dos Jesuítas e ruas próximas concentram a maior parte das lojas e barracas. O melhor dia é o domingo, quando o Centro é fechado para os veículos. Não deixe de ver as lojas de móveis de madeira, algumas são imperdíveis.
Como chegar – Rodovia Régis Bittencourt, a 30 minutos do Centro de São Paulo.

APARECIDA DO NORTE
Atrações: Basílica Nova, Basílica Velha, Aquário, Museu de Aparecida. A maior parte das pessoas acha que Aparecida se resume a Basílica Nova. A cidade também só é lembradas nas festividades religiosas. Porém, Aparecida é mais, bem mais, do que Basílica e datas religiosas. Além da arquitetura excepcional das Basílicas Velha e Nova, Aparecida oferece um grande aquário e um museu todo dedicado a Maria. Além de objetos religiosos, o museu possui obras de arte e objetos históricos. É interessante até para quem não segue nenhuma religião. Leve a câmera fotográfica e esteja disposto a andar. Certamente você vai bater muita foto e muita perna.
Como chegar – Km 185 da Via Dutra.

CAMPOS DO JORDÃO
Atrações: Montanhas, mirantes, arquitetura de estilo alpino, pesqueiro e muita, muita Mata Atlântica. A cidade é mais visitada no inverno, principalmente no mês de julho. Mas, Campos do Jordão tem atrações para o ano todo. O Horto Florestal, a Pedra do Baú e o Mirante do Bauzinho são ideais para quem aprecia paisagens, caminhadas e esportes radicais. O teleférico e o trem de Santo Antônio do Pinhal são recomendados para quem gosta de levar a família para passear. Tudo isso sem contar o centro de Capivari, que oferece lojas, bares e lanchonetes. Os restaurantes são de excelente qualidade. A vida noturna em Campos do Jordão também é agitada. Ela não foi feita apenas para passeios, mas para um longo período de férias.
Como chegar – Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto até Quirim. Depois, siga pela rodovia Floriano Rodrigues.

SANTOS
Atrações – Aquário, jardins à beira-mar, centro histórico e, obviamente, praias. Santos é conhecida pelas praias e pelo Jardim da Praia, que é considerado o maior do mundo. Embora pequeno, o aquário também merece uma visita. Mas nada como um passeio pelo centro histórico. Há um bonde com guias turísticos que levam os visitantes para os locais mais interessantes da cidade, inclusive o porto. Não deixe de ver a Bolsa do Café. O protetor solar é indispensável.
Como chegar – Rodovia Anchieta.

13 de nov de 2009

OS MELHORES BARES DE SÃO PAULO (MESMO!!!)


Não é fácil montar uma lista dos melhores bares de São Paulo. O que não falta por aqui é bar. As vilas Madalena e Olímpia concentram boa parte desses estabelecimentos. É possível conhecer três por semana. Mesmo assim, levaria uma eternidade para conhecer todos os bares, botecos e biroscas de São Paulo. Para isso, a revista Veja São Paulo (a popular Vejinha) e o Jornal Folha de São Paulo convocam um batalhão de baladeiros e especialistas. O humilde Vem Ver Sampa não quer e não tem condições de fazer algo parecido. Mas, tem condições de consultar a última edição do Melhor de São Paulo da Vejinha, de folhear o Guia da Folha, de vasculhar a internet e de consultar amigos jornalistas.
Espero que vocês leiam a lista e apreciem os lugares indicados.
(Eu, particularmente, gosto do Terraço Itália, um ótimo lugar para pedir alguém em casamento, comemorar aniversário de casamento, levar amigos gringos ou simplemente curtir a maravilhosa vista noturna de São Paulo. E que vista!)

BOTECO
 São Cristóvão (Veja São Paulo)
R. Aspicuelta, 533 – Vila Madalena

CHOPP
 Bar Léo (Folha de S. Paulo)
R. Aurora, 100 – Santa Efigênia
 Original (Veja São Paulo)
R. Graúna, 137 - Moema

FIM DE NOITE
 Filial (Folha de S. Paulo)
R. Fidalga, 254 – Vila Madalena
 Filial (Veja São Paulo)

HAPPY HOUR
 São Pedro São Paulo (Veja São Paulo)
R. Dr. Sebastião Paes de Barros, 127 – Itaim Bibi
 Salve Jorge (Vem Ver Sampa)
Praça Antônio Prado, 33 - Centro

PARA DANÇAR
 CB BAR (Folha de S. Paulo)
R. Brig. Galvão, 871 – Barra Funda

MÚSICA AO VIVO
 CB BAR (Folha de S. Paulo)
R. Brig. Galvão, 871 – Barra Funda
 Ó DO BOROGODÓ (Veja S. Paulo)
R. Horácio Lane, 21 - Pinheiros

PARA IR A DOIS
 Baretto (Veja São Paulo)
R. Vitório Fasano, 88 (Hotel Fasano) – Jardim Paulista
 Terraço Itália (Vem Ver Sampa)
Av. Ipiranga, 344 – 41º Andar – República
 Salomão (Vem Ver Sampa)
Av. Angélica, 2435 – Higienópolis

CARTA DE CERVEJAS
 Melograno (Veja São Paulo)
R. Aspicuelta, 436 – Vila Madalena

COZINHA
 Adega Santiago (Veja São Paulo)
R. Sampaio Vidal, 1072 – Jardim Paulistano

PARA PAQUERAR
 Sonique (Veja São Paulo
R. Bela Cintra, 461 – Consolação

PARA LEVAR TURISTAS
 Salve Jorge (Vem Ver Sampa)
Praça Antônio Prado, 33 - Centro
 Terraço Itália (Vem Ver Sampa)
Av. Ipiranga, 344 – 41º Andar – República
 Bar Brahma (Vem Ver Sampa)
Avenida São João, 677 - Centro

REGIÃO DO ABC
 Liverpool (Vem Ver Sampa)
Avenida Kennedy, 819 – São Bernardo do Campo

23 de out de 2009

CONHEÇA SÃO PAULO EM DOIS DIAS


São Paulo recebe centenas de eventos das mais diversas áreas e para os mais diversos públicos. Feiras de negócios, congressos e workshops são os principais eventos. Em virtude disso, a cidade recebe milhares de turistas todos os anos. A maioria permanece pouco tempo. São somente um ou dois dias de estadia e “adeus, São Paulo”. Alguns visitantes, no entanto, reservam um tempo, ainda que curto, para conhecer a cidade.
Para nós, resta perguntar: o que fazer em dois ou três dias de visitas? É difícil de responder, ainda mais por que o tempo é curto e a cidade grande. São Paulo é mais do que uma cidade ligada a negócios e eventos. Possui restaurantes, bares, casas noturnas, shoppings e inúmeras atrações turísticas. Para conhecê-la, o turista precisa de, no mínimo, 10 dias. No entanto, eu dei um jeito de criar dicas para quem não dispõe de muito tempo. O visitante pode não conhecer São Paulo a fundo, mas pelo menos sairá satisfeito. Pode não ir a todos os lugares, mas conhecerá os mais conhecidos.

DICA Nº 1 – O trânsito paulistano é um tanto complicado e lento. Se estiver hospedado na região da avenida Paulista ou Centro, vá de metrô. A rede paulistana é moderna e bem sinalizada. Além disso, a maior parte das atrações turísticas fica próxima de estações. O Parque da Luz, o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca do Estado, por exemplo, são colados à estação Luz do Metrô. Táxi e ônibus, só se estiver hospedado em lugares mais distantes como as regiões da avenida Luís Carlos Berrini, Faria Lima e Anhembi.

DICA Nº 2 – Tome cuidado com a segurança. Evite andar com objetos de valor. Seja discreto com a câmera fotográfica. Evite transitar sozinho à noite. Como o metrô só funciona até meia-noite e meia, opte pelo táxi de madrugada. Os problemas de São Paulo são proporcionais ao tamanho da cidade. A violência é um deles. Você pode ser assaltado em qualquer cidade do mundo (sei de uma paulistana que foi assaltada e esfaqueada em Paris), por isso é sempre bom tomar algumas precauções.

DICA Nº 3 – Visite a avenida Paulista. Como boa parte dos turistas que visitam São Paulo se hospeda nas proximidades da Paulista, uma das melhores pedidas é conhecer a região. A principal atração da Paulista é o Museu de Arte Moderna – MASP. A avenida, no entanto, reúne centros culturais, shoppings e áreas de lazer. Alguns turistas gostam do Parque Trianon, local onde podem apreciar espécies nativas da flora brasileira. Os turistas de domingo curtem a feira de antiguidades do MASP e a de artesanato do pequeno shopping center 3. Localizados nas imediações, os shoppings Pátio Paulista e Frei Caneca são ótimos locais para compras. (Veja o post sobre a avenida Paulista – “Avenida Paulista, endereço das artess)

DICA Nº 4 – Vá ao Parque do Ibirapuera. Devido ao trânsito, é melhor tomar um táxi ou ônibus para ir ao parque. Ele fica próximo da avenida Paulista. O Parque do Ibirapuera abriga o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museu Afro-Brasil, o planetário da cidade e o obelisco. É também lá que está o Monumento às Bandeiras, um dos principais cartões-postais de São Paulo. (Veja o post sobre o Ibirapuera)

DICA Nº 5 – Conheça o Bairro da Liberdade. É fácil chegar lá, basta tomar o metrô e desembarcar na estação Liberdade. Os melhor dia para visitar o bairro é o domingo. Mas, se você quiser apenas conhecer o reduto oriental da cidade, qualquer dia vale a pena. Veja as lojas de produtos orientais, elas são uma atração à parte. (Mais informações no post sobre a Liberdade)

DICA Nº 6 – Não deixe de conhecer o Centro. Se reservou um dia para o Parque do Ibirapuera e outro para avenida Paulista, deixe o terceio para o Centro. Vá ao edifício do Santander (chamado Altino Arantes), conheça o Mosteiro de São Bento (na estação de mesmo nome), visite a Catedral da Sé e tome um café no Pátio do Colégio. A Catedral é a principal igreja católica de São Paulo. Com arquitetura de inspiração gótica, a Catedral é vizinha da estação Sé do metrô. As outras atrações do Centro são: Vale do Anhangabaú, Igreja de São Francisco, Teatro Municipal, Galeria do Rock, Viaduto Santa Efigênia e Centro Cultural do Banco do Brasil. Se puder, vá ao restaurante Terraço Itália. De lá, poderá descortinar uma das mais deslumbrantes vistas da cidade.

DICA Nº 7 – Região da Luz. A Luz é conhecida por ser uma região de comércio popular e tráfico de drogas. Mas é mais segura do que muitos imaginam. Basta seguir a dica nº 2 que tudo dará certo. A Luz é sede do Museu da Língua Portuguesa, um dos principais museus interativos da cidade e da Pinacoteca do Estado, que possui um dos maiores acervos de arte do Brasil. Isso sem esquecer o Parque da Luz, Museu de Arte Sacra e Estação Júlio Prestes, três belos cartões-postais de São Paulo.

DICA Nº 8 – Compras. É difícil encontrar locais que vendam lembranças de São Paulo. Experimente o quiosque Sampa Stampa do shopping Center 3 (avenida Paulista) e a loja BR 111 do Pátio Paulista (no início da avenida de mesmo nome). Mas, se quiser comprar produtos populares, vá à rua 25 de Março, nas proximidades da estação São Bento do metrô. Para produtos mais sofisticados e de marcas internacionais, a melhor dica é a rua Oscar Freire, na região da avenida Paulista. (Confira mais informações nos posts “Segredos da 25 de Março” e “As ruas especializadas de São Paulo”. Sobre os shoppings, há um texto com o título “Os Piores Shoppings de São Paulo”)

9 de out de 2009

A SÃO PAULO ROMÂNTICA


“São Paulo é tão romântica quanto um cachorro morto”.
Quem disse a tal barbaridade foi um jornalista estrangeiro em visita a São Paulo durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. A infeliz declaração foi publicada no exterior e reproduzida por uma revista brasileira de grande circulação. Eu, naturalmente, fiquei revoltado. E, acredito, qualquer paulistano (ou visitante que conheça bem a cidade) também ficaria indignado.
Tá certo que São Paulo não é nenhuma Paris, Barcelona ou Praga. Mas também tem atrações bonitas e lugares românticos. Quem já passeou na Paulista nas tardes de domingo sabe do que estou falando.
Foi pensando na (mil vezes!!) declaração infeliz do jornalista que resolvi elaborar um roteiro com oito passeios/lugares românticos em São Paulo. São lugares onde é possível andar de mãos dadas, curtir um momento a dois e, de quebra, fazer compras, curtir uma peça, pegar um cinema ou aproveitar um jantar a dois. O interessante é que não são exatamente programas para dois, mas para quatro, três e (por que não??) uma pessoa.
Vou começar, obviamente pelas tardes de domingo na Paulista.

AVENIDA PAULISTA – O melhor dia para andar de mãos dadas é o domingo. Além de visitar o Parque Trianon, os casais podem conhecer o Masp, passear na feirinha de antiguidades do museu e, de quebra, pegar uma sessão de cinema no Center 3. Se desejarem um filme alternativo, há opções no Espaço Unibanco (do shopping Frei Caneca), no Reserva Cultural (que fica no prédio da Gazeta) e no HSBC Belas Artes (na esquina com a Consolação). Livrarias? Experimentem a FNAC e a Cultura – esta última, localizada no Conjunto Nacional. Mais informações no post Paulista, Endereço das Artes.

PARQUE DO IBIRAPUERA – O parque possui jardins, museus, monumentos, restaurante (junto ao Museu de Arte Moderna), áreas de lazer, bicicletas para aluguel, gente bonita, muito verde e um gramado onde pode-se namorar à vontade (ooops, quase à vontade). Os melhores dias são os sábados, domingos e feriados. Preciso dizer mais alguma coisa? Então, veja o post Motivos Para Visitar o Ibirapuera.

TERRAÇO ITÁLIA – Localizado no Edifício Itália (avenida Ipiranga, esquina com a São Luís), o Terraço é indicado para quem quer: pedir a mão de alguém em namoro, pedir alguém em casamento, comemorar bodas ou simplesmente dizer “eu te amo”. A comida é de primeiríssima qualidade e a vista… uau, é de tirar o fôlego!

VALE DO ANHANGABAÚ – Os bons conhecedores do Centro devem estar se perguntando: “Como assim? O que o Anhangabaú tem de atraente???”. E eu respondo: muita coisa. Vejam só: igreja do Largo São Bento, shopping Light, Café Girondino, prédio do Banespa/Santander (o mirante pode ser visitado de segunda a sexta até 17h00), Teatro Municipal e jardins do teatro. Aliás, o bem-conservado jardim do teatro parece convidar os visitantes para um momento a dois. Experimente as tardes de domingo (especialmente na primavera e verão), quando a região é mais tranquila. A impressão é de que estamos em uma pacata cidade do interior. Detalhe: a não ser na Virada Cultural, o Anhangabaú está sempre limpo e bem-conservado.

PINACOTECA DO ESTADO E PARQUE DA LUZ – A maior prova de que São Paulo é uma cidade para ser apreciada. Prova também de que é uma cidade para andar de mãos dadas. Vizinha da bela Estação da Luz e do interessantíssimo Museu de Arte Sacra, a Pinacoteca funciona quase todos os dias da semana. Além de apreciar exposições de arte, os visitantes podem tomar um cafezinho ou fazer um lanche no café da Pinacoteca - que possui mesas ao lado do parque. Após, o café, a melhor pedida é um passeio entre as sombras das árvores do Parque da Luz. Vejam as esculturas, o coreto e as enormes jaqueiras. O parque possui ainda monumentos, bancos e um pequeno lago com carpas. O passeio é para o dia todo, mas, se sobrar disposição, visitem o Museu de Língua Portuguesa.

AVENIDA FARIA LIMA E SHOPPING IGUATEMI – Que o Iguatemi é um dos mais sofisticados shoppings de São Paulo, todos sabem. O que poucos sabem é que nem tudo que esta à venda é inacessível. Ele também não é um condomínio exclusivo para endinheirados. Localizado na avenida Faria Lima, o Iguatemi é vizinho do Museu da Casa Brasileira e do Otávio Café. O museu conta com um bom restaurante e amplo jardim. Sem esquecer o acervo e as exposições temporárias. Um de seus mais ilustres vizinhos, é outro shopping: o Eldorado (na esquina da Rebouças com a Marginal Pinheiros). Deixem o carro no estacionamento e dêem umas voltas na avenida. Ela conta com um passeio central com árvores, bancos e belos mosaicos no chão. Se tiver bicicleta, experimente o recém-implantado passeio dominical entre o Parque do Povo e o Ibirapuera. É um programa para casados, solteiros, viúvos…

PARANAPIACABA – Localizada no município de Santo André (ABC Paulista), Paranapiacaba é uma autêntica vila inglesa. Possui torre do relógio, museu ferroviário, passeio de trem e ótimas trilhas. Se a fome bater, a vila conta com restaurantes e lanchonetes. Aos domingos, funciona uma feira onde os moradores locais vendem artesanato. Experimentem as trilhas. Algumas levam a cachoeiras e morros de onde é possível enxergar parte do litoral. Em julho ocorre o ótimo Festival de Inverno de Paranapiacaba. Para chegar de trem, embarque na Luz e desça em Rio Grande da Serra. Em seguida, tome o ônibus para Paranapiaca – cujo ponto fica ao lado da estação ferroviária. De carro, o melhor caminho é pela Anchieta e, em seguida, rodovia Índio Tibiriçá.

FUNDAÇÃO MARIA LUISA E OSCAR AMERICANO – Localizado no bairro do Morumbi, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano é uma das mais importantes instituições culturais de São Paulo. Conta com um interessante acervo museológico, artístico e paisagístico. Ideal para um passeio a dois – e, quem diria, para um domingo em família. O acervo de objetos históricos brasileiros, além de obras de artistas como Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, e Cândido Portinari, é imperdível. Além do acervo museológico, a Fundação possui um extenso (e belo!) parque com exemplares da Mata Atlântica. Aos domingos, sempre pelas manhãs, há recitais e concertos. Para completar, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano há um sofisticado salão de chá que oferece de bolo de frutas a deliciosos croissants. Se puder, visitem o vizinho Palácio dos Bandeirantes que, assim como a Fundação, conta com um importante acervo artístico e ampla área verde (mas, atenção: visitas devem ser agendadas).
Por último, gostaria de indicar alguns lugares do interior e litoral que não ficam mais do que três horas distantes de São Paulo: São Luis do Paraitinga, Campos do Jordão, Ilhabela e Parati.
Quero também de deixar uma pergunta: na sua opinião, qual lugar de São Paulo devia ser incluído nesse texto?

18 de set de 2009

SAIBA QUAIS SÃO OS VIZINHOS LEGAIS DA GALERIA DO ROCK


Eu conheço a Grandes Galerias/Galeria do Rock há mais de 20 anos. Era garoto e costumava pintar no Centro com um amigo apaixonado por rock. Mais roqueiro que ele, impossível! Nosso passeio começava na Woodstock Discos, na rua Dr. Falcão, e terminava no McDonald’s da rua Direita. Entre um e outro, passávamos pelo Museu do Disco, Mappim (que saudades do velho Mappim!) e pela galeria Presidente. Às vezes, levávamos quatro, cinco e até dez discos de vinil de uma vez.
Com o tempo, a Galeria do Rock se tornou nacionalmente conhecida. Gente de todos os cantos do país vem conferir os lançamentos de CDs e comprar acessórios, principalmente camisetas. Ao contrário dos primeiros tempos, ela lota no finais de semana. Mas, e depois? Onde “esticar” após algumas horas na Galeria do Rock?
Como bom conhecedor do Centro (vocês não fazem idéia de como ele é familiar!), tenho dicas para roqueiro nenhum botar defeito. Há bons lugares para visitar, de sebos a lojas de instrumentos musicais. Confira nas próximas linhas:

WOODSTOCK DISCOS – Apesar do nome, a Woodstok quase não vende mais CDs. E outra: ela não é nem sombra do que foi na década de 80, época em que era ponto de encontro de metaleiros (ops, headbangers!!). Mas vende camisetas e acessórios variados e de boa qualidade. Para os trintões e quarentões, é um ótimo lugar para matar saudades. Dá vontade de passar um e-mail para os amigos e marcar um encontro nesse que foi um dos marcos roqueiros da São Paulo dos anos 80. A Woodstock fica na rua Dr. Falção, quase ao lado da atual sede da prefeitura de São Paulo.

SEBO DO MESSIAS – Pô, mas o que um cara que frequenta a Galeria vai fazer em um sebo? Eu explico. Localizado na Praça João Mendes (atrás da Catedral da Sé), o Sebo do Messias é um bom local para encontrar livros usados por preços acessíveis. E o que é mais interessante: é recomendável para quem procura LPs de rock antigos e revistas em quadrinhos. O acervo de quadrinhos do Messias é imenso. Vende gibis da Marvel, DC, Dark Horse e outras. Com sorte, dá para encontrar raridades.

EDIFÍCIO ALTINO ARANTES – Eis um programa imperdível: visitar o prédio do Banespa/Santander antes ou depois de passar pela Galeria. Ambos ficam próximos. É possível enxergar boa parte da cidade lá de cima. A vista é de tirar o fôlego. Pena que o limite para ficar em cima seja de apenas cinco minutos. Ah, não abre nos finais de semana.

RUA SANTA EFIGÊNIA – Quer comprar aparelhos eletrônicos? Pretende fazer upgrande em seu computador? A Santa Efigênia é o lugar certo. E o legal é que, além de produtos eletrônicos, ela é especializada em acessórios para shows e festas. Dá para comprar caixas acústicas, canhões de luz e até globos espalhados se o seu caso fôr música eletrônica.

RUA DO SEMINÁRIO – Apesar de pequena, a rua do Seminário (cuja extensão é de apenas um quarteirão) e redondezas possui quase 30 lojas de instrumentos musicais. De bateria a guitarras, de sintetizadores a baixos, ela vende quase todos os tipos de instrumentos. É ideal para quem está pensando em comprar a primeira guitarra, ou pretende montar uma banda com os amigos. A rua do Seminário fica em frente à igreja da Santa Efigênia e quase ao lado do viaduto de mesmo nome.

SHOPPING LIGHT – À primeira vista, o Light não oferece nada de interessante. Quer dizer, depende do ponto de vista!! Quer fazer um lanche depois da Galeria? A praça de alimentação é ótima. Quer comprar tênis por um preço em conta? A megastore da Reebok é o lugar. Pretende comprar chocolates, salgadinhos, lanchinhos? O shopping tem uma ótima filial das Lojas Americanas. Endereço: Viaduto do Chá, em frente ao Teatro Municipal.

GALERIA PRESIDENTE – O preconceito dos roqueiros não se justifica. Tá certo que há lojas de reggae, música eletrônica e coisas do tipo… Mas para que preconceito? Se você for eclético e livre dessa “asquerosidade” chamada intolerância, visite o centro comercial Presidente. Quem sabe não vai dar de cara com lojinhas especializadas em reggae e animês? E quem sabe não vai gostar dos seus estúdios de tatuagem? Ou mesmo do ambiente? Ou dos outros estilos musicais que, de vez em sempre, ouvimos em seus corredores? Mas se o seu negócio for raridades e discos fora de catálogo, experimente a loja London Calling. A Presidente fica na rua 24 de Maio, a poucos metros da Grandes Galerias.

CINE MARABÁ – Que tal uma bela sessão de cinema no sábado à tarde? Vá ao cinema Marabá e veja como ficou a reforma deste que é um dos mais tradicionais cinemas de São Paulo. Com cinco salas, o Marabá tem sempre um bom filme em cartaz. Se quiser, dá para fazer um lanche no Habib’s ou McDonald’s da avenida Ipiranga após o cinema.

PROMOSAMPA DISCOS E LIVROS – Trata-se, na verdade, de um sebo especializado em revistas, VHSs, CDs e LPs antigos. A Promosampa tem vários irmãos gêmeos. Um deles é o Sampa Discos, localizado a poucos metros, também na avenida São João. O barato dessas lojas são as fitas VHS (a quantidade é impressionante) e as revistas em quadrinhos. São revistas antigas como Mandrake, Fantasma, Recruta Zero, A Espada Selvagem de Conan (da década de 80) e outras. Os da Marvel são do tempo da editora Bloch, daí os preços salgados. Aliás, um gibi do Fantasma, editada pela antiga RGE, não sai por menos de RS 10,00.

11 de set de 2009

OS MELHORES RESTAURANTES DE SÃO PAULO (MESMO!!)


Eu, definitivamente, não conheço nem metade da metade dos restaurantes de São Paulo. Por isso, não sou a pessoa ideal para dizer qual o melhor. Apontar a melhor pizzaria, então, é impossível. Ainda mais numa cidade onde pizzarias pipocam em quase todas as esquinas. Mas, como há jeito para tudo (ou quase tudo!), consegui montar uma lista com os melhores lugares para comer na cidade. Para tanto, recorri aos rankings do jornal Folha de São Paulo e da revista Veja São Paulo, mais conhecida como Vejinha. Consultei também alguns amigos jornalistas que, mais do que eu, conhecem a boa mesa paulistana.
A opinião do Vem Ver Sampa nasceu da junção das dicas de jornalistas com as do autor do blog. Foi difícil chegar a uma unanimidade, mas conseguimos indicar alguns lugares interessantes.
Classificados em 18 categorias, os restaurantes estão listados abaixo.


MELHOR CHURRASCARIA
 Fogo de Chão (Folha de S. Paulo)
Av. Moreira Guimarães, 964 – Indianópolis (e mais duas endereços)
 Fogo de Chão (Veja São Paulo)

MELHOR COZINHA RÁPIDA
 Ráscal (Folha de S. Paulo)
Al. Santos, 870 – Cerqueira César

MELHOR FEIJOADA
 Rubayat (Folha de S. Paulo)
Av. Brig. Faria Lima, 2954 – Jardim Paulista
 Bolinha (Vem Ver Sampa)
Av. Cidade Jardim, 53 – Itaim Bibi

RESTAURANTE BRASILEIRO
 Tordesilhas (Folha de S. Paulo)
R. Bela Cintra, 465 – Consolação
 Brasil a Gosto (Veja São Paulo)
R. Prof. Azevedo do Amaral, 70 – Jardim Paulista
 Consulado Mineiro (Vem Ver Sampa)
Pça Benedito Calixo, 74 - Pinheiros

ÁRABE
 Arábia (Folha de S. Paulo)
R. Haddock Lobo, 1397 – Cerqueira César
 Arábia (Veja São Paulo)
 Almanara (Vem Ver Sampa)
R. Basílio da Gama, 70 – República (e mais nove unidades)

FRANCÊS
 La Brasserie Erick Jacquim (Folha de S. Paulo)
R. Bahia, 683 – Higienópolis
 La Brasserie Erick Jacquim (Veja S. Paulo)
 La Casserolle (Vem Ver Sampa)
Largo do Arouche, 346 – República

ITALIANO
 Due Cuoche Cucina (Folha de S. Paulo)
R. Manoel Guedes, 93 – Itaim Bibi
 Due Cuoche Cucina (Veja S. Paulo)
 Vicolo Nostro (Vem Ver Sampa)
R. Jataituba, 29 – Vila Gertrudes

ESPANHOL
 Don Curro (Veja São Paulo)
R. Alves Guimarães, 230 - Pinheiros
 Don Curro (Vem ver Sampa)

PORTUGUÊS
 Antiquarius (Veja S. Paulo)
Al. Lorena, 1884 – Jardim Paulista

JAPONÊS
 Kinoshita (Folha de S. Paulo)
R. Jacques Felix, 405 – Vila Nova Conceição
 Jun Sakamoto (Veja S. Paulo)
R. Lisboa, 55 – Pinheiros

GREGA
 Acrópolis (Vem Ver Sampa)
R. da Graça, 364 – Bom Retiro

HAMBÚRGUER
 Ritz (Folha de S. Paulo)
Al. Franca, 1.088 – Jardim Paulista

PARA VER E SER VISTO
 Spot (Folha de S. Paulo)
Al. Ministro Rocha Azevedo, 72 – Cerqueira César

PEIXE E FRUTOS DO MAR
 Amadeus (Folha de S. Paulo)
R. Haddock Lobo, 807 – Cerqueira César

PIZZARIA
 Bráz (Folha de S. Paulo)
R. Graúna, 125 – Vila Uberabinha
 Quintal do Bráz (Veja S. Paulo)
R. Gandavo, 447 – Vila Clementino
 Castellões (Vem Ver Sampa)
R. Jairo Góis, 126 – Brás

VEGETARIANO
 Moinho Verde (Folha de S. Paulo)
R. Francisco de Morais, 227 – Chac. Santo Antônio

ROMÂNTICO
 Terraço Itália (Vem Ver Sampa)
Av. Ipiranga, 344 – 41º Andar – República

24 HORAS
 Paris 6 (Folha de S. Paulo)
R. Haddock Lobo, 1240 – Cerqueira César
 Paris 6 (Vem Ver Sampa)

4 de set de 2009

CONHEÇA AS RUAS DO SEU ENTORNO DA 25 DE MARÇO



A maioria dos visitantes e sacoleiros da 25 de Março conhece poucos lugares que não seja a maior rua de comércio popular de São Paulo. Alguns até visitam ruas como Barão de Duprat e pontos turísticos como o Mercado Municipal e… só. É uma pena, pois eles não exploram as ruas paralelas e tampouco conhecem a vizinhança. Esse pessoal não sabe o que está perdendo.
O entorno da 25 de Março é definitivamente, um dos melhores lugares para conhecer, passear e (óbvio!!) fazer compras em São Paulo. E justamente por que ela não se restringe a rua 25 de Março! Ela é extensa e oferece uma gama variadíssima de produtos. O visitante pode ver e comprar quase tudo que der na cabeça, de máquinas a bichos de pelúcia.
Eu, que conheço, a região da 25 de Março há anos, nunca deixo de me surpreender com uma rua recém-descoberta ou nova loja. É uma região tão interessante que nós somos levados a afirmar: “Que 25 de Março, que nada; interessante é a vizinhança”.
Confira nas próximas linhas uma relação de ruas que valem a visita.

AVENIDA SENADOR QUEIRÓS – A Senador Queirós cruza as ruas 25 de Março e Florêncio de Abreu. É, portanto, próxima de tudo que você imagina. O que chama a atenção nela é a quantidade de lojas de bonés, guarda-chuvas e… armações para óculos! Chega a ser curioso. Existem lojas que vem armações aos milhares. São de todo o tipo. Armações de gente séria e que se preocupa com a aparência e de gente que deseja mais fazer sucesso no carnaval.

AVENIDA MERCÚRIO – Trata-se, na verdade, um prolongamento da Senador Queirós – altura do Parque Dom Pedro II. A Mercúrio é especializada em produtos integrais, temperos, farinhas, doces árabes, frutas secas e balas. Quase todas as lojas vendem basicamente esses produtos. Boa parte dos produtos é vendida à granel. Dá para sair de lá com algumas gramas de balas de marshmallow e quilos de frutas secas. Não deixe de visitar a Casa de Saron, que é muito interessante.

RUA SANTA ROSA - Impossível visitar a Santa Rosa sem entrar em um de seus empórios e lojas. É a rua ideal para quem pretende comprar temperos, azeites, queijos e vinhos. E o que é importante: todos os produtos tem preço acessível. Uma indicação: a loja Cerealista Helena.

RUA DA CANTAREIRA – A Cantareira é uma rua especializada em embalagens. Ideal para varejistas, que precisam adquirir embalagens em grandes quantidade. Donos de lojas de presente, por exemplo, podem adquirir papéis de embrulho, fitas e laços à vontade. Donos de restaurantes e botecos tem caixas de isopor e marmitex que não acabam mais. Só quem pretende comprar o papelzinho de presente para embrulhar a lembrancinha recém-comprada na 25 de Março é que vai ficar na mão. É impossível comprar um único papel, apesar dos estabelecimentos venderem esse produto às toneladas.

RUA DO GASÔMETRO – O que posso dizer sobre a Rua do Gasômetro é que ela é especiliazada na venda de produtos de madeiras, como tábuas e compensados. A Léo Madeiras é a principal loja do pedaço.

RUA PAULA SOUZA – Se você não se contentou com os produtos (e o preços salgados) da loja, Doural, na 25 de Março, experimente ir até a rua Paula Souza. Especilizada em utensílios de cozinha (são mais de 30 lojas), ela é o paraíso dos cozinheiros profissionais e amadores. Donos de restaurantes vão se deliciar com os fogões e as panelas (algumas gigantes, ideais para refeições coletivas); mas, mesmo quem pretende comprar um simples presentinho sairá satisfeito. Algumas lojas vendem descansos de mesa, formas para pizza, pipoqueiras, porta-guardanapos e até saleiros de encher os olhos. Faça uma visita a Artinox, Di Presentes e Sevilha.

RUA BARÃO DE DUPRAT – É a irmã menor da 25 de Março, com a diferença de que não tem tantas lojas e possui calçadas mais estreitas. O forte da Barão de Duprat são as lojas de bijuterias - inclusive de acessórios para sua fabricação. O ponto mais conhecido da Duprat é o shopping Mundo Oriental – bem menos claustrofóbico e muito mais seguro que o shopping 25. Experimente visitar a loja Decor Design, ótimo lugar para comprar presentes. A gigante Camicado também é uma boa pedida. Idem para a loja de bijuterias Sheila. Agora, imperdível mesmo são os doces árabes da Empório Syrio.


LADEIRA PORTO GERAL – Pequena e (sempre!) apinhada de gente, a Porto Geral é conhecida basicamente pelas lojas de bijuterias e fantasias. Não deixe, por nada nesse mundo, de visitar as lojas de fantasias, que oferecem vestimentas para quem pretende abalar no carnaval, Parada Gay, festa junina, Halloween ou mesmo no Natal. As opções de fantasias e acessórios (perucas, óculos etc) são variadíssimas. Visitar as lojas da Porto Geral é um ótimo antídoto para o stress das compras.

RUA FLORÊNCIO DE ABREU – Especializada em máquinas e equipamentos, a Florêncio de Abreu é um prato cheio para quem pretende adquirir ferramentas. Com lojas montadas em velhas e coloridas construções, ela dispõe de furadeiras, brocas, soldadeiras, mangueiras, equipamentos de segurança e uma variadade impressionante de materiais. Mesmo que não queira adquirir nenhuma ferramenta - ou sequer pensa em comprar pregos – vale a visita. A Florêncio é vizinha do Largo de São Bento (com sua monumental igreja) e do Vale do Anhangabaú, ótimos locais para um “clique”.

28 de ago de 2009

12 MOTIVOS PARA VOCÊ VISITAR O PARQUE DO IBIRAPUERA


Conheci o Parque do Ibirapuera quando tinha 16 anos. Morador do ABC, foi um dos primeiros lugares de São Paulo onde me aventurei sozinho. Achava que o shopping Ibirapuera ficava perto e que podia chegar lá a pé. Os ambulantes e seguranças insistiam que eu não conseguiria chegar caminhando, mas teimei na idéia. Ainda bem que não fui. Só mais tarde soube o quanto são distantes e de como o parque é interessante.
Demorou um pouco para conhecer todo o parque. Para ser franco, acho que ainda há muito por descobrir. O Jardim Japonês, por exemplo!! Ainda não tive o privilégio de conhecê-lo. Mas há outras atrações que conheço muitíssimo bem e faço questão de indicar aos visitantes do Vem Ver Sampa. São mais do que atrações, são bons motivos para conhecer o Ibirapuera.

OCA – Idealizada pelo arquiteto Oscar Niemeyer (como o pavilhão, a marquise e o teatro), a OCA foi sede do Museu do Presépio e do saudoso Museu da Aeronáutica. Não sei por que a chamam de Oca, uma vez que parece um disco voador. Mas não importa. A Oca costuma abrigar exposições de todo tipo e tamanho. Foi lá que tive o privilégio de visitar duas inesquecíveis: Dinossauros na Oca e Os Guerreiros de Xi’an.

MARQUISE DO IBIRAPUERA – A Marquise é, na verdade, um imenso espaço coberto onde costumam se reunir diversas tribos. Patinadores e skatistas principalmente! É um ótimo lugar para travar contato (e, quem sabe, conhecer) com as tribos que habitam a selva paulistana: emos, fãs de reggae, esotéricos, hippies (sim, ainda existem remanescentes da espécie), skatistas e até grupos GLS. De vez em quando, o espaço é ocupado com eventos culturais e feiras.

JARDIM DAS ESCULTURAS – Localizado ao lado da Oca, o Jardim das Esculturas é um imenso espaço aberto com cerca de 30 esculturas ao ar livre. Algumas passam despercebidas, mas a maioria é interessante. Não recomendável para quem detesta arte moderna. Excelente para quem gosta de fotografar.

MAM – O Museu de Arte Moderna de São Paulo funciona no Ibirapuera desde 1948. O acervo é imenso. Também abriga exposições temporárias. Se puder, visite o restaurante (nem que seja para experimentar um cheesecake) e a irresistível lojinha do museu.

MAC – Eu sempre tive dificuldade para encontrar a entrada do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Mas, parece que a dificuldade está com os dias contados. A não ser que demorem para a abrir a nova filial no prédio do Detran - bem ao lado do parque. Vai ser uma oportunidade única para ver obras de Picasso, Modigliani e outros artistas modernos. O museu também sedia exposições temporárias.

PAVILHÃO DA BIENAL – Se tiver sorte, você o encontrará aberto. O Pavilhão costuma sediar exposições temporárias e eventos de grande porte como a Bienal do Livro (que ocorre atualmente em outro local), Bienal de Arte de São Paulo, Bienal de Arquitetura e a fechadíssima, mas concorrida São Paulo Fashion Week. Pertencente a Fundação Bienal, o prédio por Oscar Niemeyer e inaugurado na mesma época do Parque do Ibirapuera.

PLANETÁRIO – É um dos lugares mais sensacionais do parque. A visita vale por toda a vida (ao menos para mim). É uma verdadeira escola de astronomia. Em cadeiras reclinadas, o visitante aprende sobre o espaço, as constelações, o Sistema Solar e, de quebra, pode ter o privilégio de saber como era o céu paulistano na época do descobrimento. O ingresso custa R$ 5,00 (inteira) e o telefone é (11) 5575-5206.

MUSEU AFRO-BRASIL – Inaugurado em 2004, o Afro-Brasil tem a intenção de resgatar os artistas e a arte de temática africana. Deixe seus preconceitos de lado (ainda mais se você for do tipo que vive associando arte a religião) e faça uma visita ao museu tocado por Emanoel Araújo, ex-diretor da Pinacoteca do Estado. O acervo é riquíssimo, variado e interessante. Ele também abriga exposições temporárias.

AUDITÓRIO IBIRAPUERA – Antes de visitá-lo, confira a programação na internet. Pode ser que você consiga ingressos para um belo espetáculo, seja de rock ou música erudita. Se não conseguir, vá mesmo assim. O hall é bonito, a fachada é diferente e sempre há apresentações gratuitas. Uma vez, tive a oportunidade assistir a um longo concerto no gramado atrás do auditório.



MONUMENTO ÀS BANDEIRAS – Considerado o mais famoso monumento de São Paulo, o Monumento às Bandeiras foi idealizado e tocado pelo “mestre” Victor Brecheret. É uma oportunidade única de conhecer a maior obra desse grande escultor - e que, acredite, levou anos para ficar pronta. As histórias e a memória dos bandeirantes estão profundamente arraigados no inconsciente paulista. A Rodovia dos Bandeirantes, Palácio dos Bandeirantes, Avenida dos Bandeiras e estradas que levam nomes como Anhanguera e Fernão Dias estão todos em São Paulo. O Monumento às Bandeiras é um convite à fotografia.

OBELISCO – Para começo de conversa, ele passa a maior parte do tempo fechado. Mas, se der sorte, visite a cripta. Localizada no subsolo (bem embaixo do obelisco), ela resgata a memória dos heróis da Revolução Constitucionalista de 1932 – que está para os paulistas como a Revolução Farroupilha está para os gaúchos e a Independência da Bahia para os baianos.

LAGO DO PARQUE – O problema do lago é que nem sempre ele parece limpo. Fora isso, possui um belo chafariz, aves de diversas espécies (cisnes e patos, principalmente), casais apaixonados e muita gente bonita. A melhor época do ano para apreciar o lago é durante o Natal, quando os chafarizes, as árvores em volta e uma imensa árvore de Natal montada nas proximidades enchem o parque de cores.

Outros bons motivos para ir ao Ibirapuera:
01 - O Ibirapuera é normalmente frequentado por pessoas de bem com a vida;
02 – dá para alugar uma bicicleta e conhecer quase todo o parque na base da pedalada;
03 - é um local excelente para a prática de esportes;
04 – feiras, shows e exposições gratuitas ocorrem durante todo o ano, principalmente no outono e primavera;
05 – o ginásio do Ibirapuera fica pertinho;
06 – acredite: é um bom local para observar pássaros;
07 – enfim, o Ibirapuera é uma síntese de São Paulo, um lugar onde reúnem gente das mais diferentes classes, religiões, modos de vida etc.

21 de ago de 2009

CURIOSIDADE E SEGREDOS DA ESTAÇÃO DA LUZ


A primeira Estação da Luz foi construída em 1867 pela empresa inglesa The São Paulo Railway. A atual estação, tal como a conhecemos, foi inaugurada em 1901.

A primeira viagem de um trem até a Luz resultou em um grande tragédia. Uma das composições descarrilou e o maquinista morreu. Vários passageiros ficaram feridos, entre eles o senhor Barão de Itapetininga.

O material usado na construção da Estação da Luz foi importado. De pregos a telhas de cerâmica, dos pesos à estrutura de aço, quase tudo veio para o Brasil de navio. Os materiais foram trazidos da França, Escócia e Inglaterra.

De inspiração neoclássica, a estação foi projetada pelo arquiteto inglês Charles Henry Driver. O relógio foi inspirado no Big Ben londrino.

Conta-se que muitos ingleses que trabalharam na construção da Luz também ajudaram a erguer a estação de Paranapiacaba, localizada no município de Santo André.

A estação quase foi destruída por um grande incêndio em 1946. O fogo durou sete horas e deu muito trabalho para ser controlado. A atual estação é fruto de uma reforma terminada em 1951.

Além de ser ponto de parada de trens, a Luz funciona como estação de metrô. Ela é parte da Linha 1-Azul do metrô e em breve será ponto final da Linha 4-Amarela.

A Luz é vizinha da Estação Júlio Prestes, outra imponente estação de trem de São Paulo. É na Júlio Prestes que funciona a Sala São Paulo, uma das mais importantes salas de concertos do Brasil.

É na estação que funciona o Museu da Língua Portuguesa, um dos mais procurados pontos turísticos de São Paulo. Inaugurado em 2006, o museu recebe mais de 500 mil visitantes por ano. A Estação da Luz também tem como vizinhos a Pinacoteca do Estado, o Parque da Luz, o Museu de Arte Sacra e a famosa rua de comércio de roupas José Paulino

A conhecida (e mal-falada) Cracolândia, local onde consumidores de drogas costumam se reunir, fica no bairro da Luz.

14 de ago de 2009

AVENIDA PAULISTA, ENDEREÇO DAS ARTES

Imagine um passeio onde, além de apreciar a vegetação da Mata Atlântica, você pode visitar feiras de artesanato, participar de saraus poéticos, ver exposições, assistir filmes e ainda ficar por dentro da história da arte. E que fosse num lugar apinhado de lanchonetes, restaurantes, livrarias e muita gente bonita. Pois esse lugar existe e se chama avenida Paulista.

Como assim? Mata Atlântica na avenida Paulista?
O Parque Trianon, que fica em frente ao MASP, possui inúmeras espécies das florestas que cobriam o litoral brasileiro na época do descobrimento.
Mas, e as feiras de arte?
Com exceção da feira de antiguidades do shopping Center 3 (montada somente nos dias úteis), ocorrem quatro feiras dominicais na Paulista. A maior é a de antiguidades do MASP, que oferece todo tipo de relíquia: imagens sacras, objetos decorativos, utensílios de cozinha, câmeras fotográficas e até algumas curiosidades como bengalas e escarradeiras. A mais divertida é a Como Assim?, montada no Center 3. As bancas oferecem objetos alternativos (álias, tome cuidado com seus preconceitos, por que o público também é alternativo!!), alguns muito interessantes. Há uma terceira feira de artesanato na entrada do Parque Trianon e uma quarta no início da avenida, quase em frente a Casa das Rosas.
E em que locais costumam ocorrer as exposições?
Anote: Sesi, Instituto Cultural Itaú (ou Itaú Cultural), Instituto Cultural da Caixa Ecônomica Federal, Conjunto Nacional, Sesc Paulista e MASP. As melhores normalmente ocorrem no MASP (como a excelente exposição sobre Charles Darwin e a evolução, ocorrida em meados de 2006), mas há boas mostras no Instituto Cultural Itaú e no Sesc Paulista. Um dos melhores locais para visitação é o instituto pertencente a CEF, localizada no Conjunto Nacional. Embora pequeno, ele tem a vantagem de estar no Conjunto Nacional, cujo saguão também abriga exposições. Outra boa vantagem: fica perto do MASP.

Há muitas salas de cinema na Paulista?
Sim, não apenas na famosa avenida, como nas imediações. Há o Reserva Cultural (que funciona no edifício da Fundação Casper Líbero/Gazeta), o conjunto do Center 3 (no shopping de mesmo nome), o Cine Bombril (Conjunto Nacional) e, na esquina da Consolação, o HSBC Belas Artes. O Itaú Cultural e Sesc Paulista costumam promover mostras de cinema. Outra bela opção é o Espaço Unibanco do shopping Frei Caneca, a poucos metros da Paulista.
Qual o melhor lugar para apreciar artes plásticas?
O Sesc, o Itaú Cultural e a filial Paulista da Caixa Cultural costumam promover belas e interessantes mostras de arte, design e fotografia. O melhor lugar, no entanto, é e sempre foi o MASP. Até meados de julho de 2009, o museu apresentou uma imperdível mostra do artista plástico brasileiro Vik Muniz. O MASP não é só o melhor museu de arte da América Latina, é um ótimo espaço para exposições temporárias.
E teatro?
Os melhores e mais badalados teatros de São Paulo, infelizmente, estão um pouco distante da agitação cultural da Paulista. Mas é possível assistir ótimas peças no Teatro Popular do Sesi (no prédio da Fiesp) e no Itaú Cultural. O Sesc Paulista e o Centro Cultural São Paulo (junto a estação Vergueiro do metrô) também abrigam espaços cênicos. Por ultimo há o teatro do shopping Frei Caneca, na rua de mesmo nome.
Qual lugar seria indicado para quem aprecia poesia?
A Casa das Rosas, no número 37 da avenida Paulista. Ela oferece cursos, palestras e eventos ligados à poesia e literatura em geral.

É possível fazer compras aos domingos?
Infelizmente, a maior parte das galerias da Paulista fecha aos domingos. Mas, os shoppings Pátio Paulista, Center 3 e Frei Caneca possuem lojas que abrem nos finais de semana. A maioria das lojas do Pátio Paulista (inclusive as de grife e de departamento) estão sempre abertas.
Qual o melhor local para comprar livros?
As livrarias FNAC e Cultura são um prato cheio para os amantes da literatura (ainda que seja de auto-ajuda!). Difícil dizer qual a melhor. A FNAC tem a vantagem de vender aparelhos eletrônicos de última geração. Sabe aquele celular ou câmera digital recém-lançados no mercado? Ela tem. O café é excelente. Já a Cultura abriga um teatro e outro excelente café. É o lugar ideal para ver gente bonita, descolada e moderna. A livraria de artes é imperdível e, de tão boa, deixa a gente com vontade de montar acampamento lá.
Qual o melhor lugar para comer?
Ao contrário das feiras das praças da Liberdade e da República, as da Paulista não oferecem absolutamente nada. Para ser franco, há uma ou duas barraquinhas de lanches. Mas há bons locais, como os restaurantes e lanchonetes da alameda Santos e região dos Jardins. Praças de alimentação? Os shopping Pátio Paulista, Center 3 e Frei Caneca tem. Fast Food? A avenida é apinhada de Bob’s, McDonald’s e Habib’s (este, na esquina da alameda Santos com a Augusta – atrás do Conjunto Nacional).
Nada melhor do que passear no domingo da Paulista. Ainda que você não esteja a fim de arte, cinema, literatura ou antiguidades, vá desfilar nas calçadas. Vale a pena.

7 de ago de 2009

CURIOSIDADES SOBRE O MERCADO MUNICIPAL DE SÃO PAULO


Considerado um dos mais importantes cartões-postais de São Paulo, o Mercado Municipal foi projetado em 1924 pelo escritório do arquiteto Francisco Ramos de Azevedo e construído entre os anos de 1928 e 1933. Nas próximas linhas, você poderá conferir algumas curiosidades a respeito desse, que é, talvez, o maior mercado de alimentos do país.

O mercado possui 12.600 m2 de área construída e 1.600 funcionários que movimentam 350 toneladas de alimentos por dia em 291 boxes. No total, ele é visitado por 14 mil pessoas por dia.

Os açougues do Mercadão (dizem que somam 24) oferecem diversos tipos de carne exóticas: perdiz, faisão, porco-do-mato, capivara, coelho, rã e jacaré. Também é possível comprar cortes como o bife de chorizo, o bife acho, o t-bone e o prime-ribe.

Os vitrais do Mercado Municipal foram feitos com vidro colorido alemão somando ao todo 32 painéis, subdivididos em 72 vitrais. As imagens representam o cultivo e a colheira, a tração animal para o arado, a criação de gado etc.

Na verdade, as obras do mercado foram concluídas em 1932, mas ele só foi inaugurado em 1933, Isso porque, durante o período da Revolução Constitucionalista, o Mercadão foi usado para estocar armas e munições. Consta que alguns soldados treinavam a pontaria mirando as cabeças das imagens dos vitrais.

Algumas bancas funcionam desde a inauguração do mercado. É o caso da banca do Seu Quincas, cujo proprietário (e filho do fundador) trabalha lá há mais de 50 anos. O Empório Chiapetta existe desde 1908, mas foi transferido para o mercado na época da sua fundação.

Existem cerca de 120 boxes de frutas no Mercado Municipal. A mais conhecida é a Barraca do Juca, que serviu de cenário para a novela A Próxima Vítima, da Rede Globo.

Um verdadeiro feirão de frutas exóticas, é assim que muitos consideram os boxes de frutas do Mercadão. E não é para menos. A quantidade de frutas exóticas ou difíceis de serem encontradas nas feiras populares impressiona. Mangostin, pitaya, mamey, atemóia, granadilha, physalis, blueberry, framboesa, jambo são apenas algumas das frutas que o visitante podem ter o prazer de degustar.

O Mercadão foi, durante um bom tempo, o maior centro de entreposto de alimentos de São Paulo, situação que mudou com a inauguração do Ceasa, no bairro do Jaguaré. Com a inauguração do Ceasa, o mercado quase foi demolido em 1973.

Depois de um processo de restauração e readequação ocorrido em 2003, o mercado ganhou um mezanino com bares e lanchonetes. O mezanino oferece comida árabe, japonesa e brasileira. A maioria dos visitantes, no entanto, procura o pastel de bacalhau e o famoso pão com mortadela do tradicional Hocca Bar.

Fontes: Site da Prefeitura de São Paulo e Veja São Paulo Online.

31 de jul de 2009

DICAS PARA QUEM QUER CONHECER AS RUAS ESPECIALIZADAS DE SÃO PAULO


São Paulo é uma cidade poluída, barulhenta e de trânsito interminável. É também a cidade do corre-corre, onde todos vivem às pressas. A miséria e a criminalidade estão por todos os lados, é difícil escapar. Mas a mesma cidade caótica e, por vezes, apocalíptica, possui uma vida cultural intensa e um comércio vibrante. É a cidade com maior número de agências bancárias, shoppings e ruas comerciais do Brasil. É também a cidade das ruas especializadas.
São mais de 30 corredores temáticos, espalhados principalmente pelas regiões da Paulista, Jardins, Pinheiros, Saúde e Centro. Alguns, são especializados em máquinas e equipamentos; outros, em moda feminina. Alguns tem a venda de luminárias, como atração principal; outros, vendem principalmente produtos orientais.
A lista das principais ruas especializadas que eu elaborei depois de pesquisar muito em campo (e navegar na internet, obviamente), inclui principalmente as ruas do Centro e da região da avenida Paulista, cujo acesso é mais fácil, principalmente para quem vem de outras cidades e depende um bocado do transporte público.

Rua da Consolação - São mais de 40 estabelecimentos especializados na venda de LUSTRES e LUMINÁRIAS. A primeira casa do ramo a surgir na região foi a Bobadilha, que vende luminárias desde 1951. A maior loja do setor é a Lustres Yamamura, que é, talvez, a maior loja do setor do Brasil. A quantidade de lustres é tão grande que o comprador (ou turista) sai de lá com o pescoço dolorido.
Um dica legal: se puder, visite o Cemitério da Consolação (veja o texto sobre cemitérios) e a avenida Paulista, que ficam a poucos metros dali.

Rua Galvão Bueno – Conhecida rua da Liberdade, a Galvão Bueno é especializada na venda de PRODUTOS ORIENTAIS. Nela, o visitante pode comprar produtos de origem vietnamita, coreana, chinesa e, principalmente, japonesa. As lojas mais conhecidas são Hime-Ya, Casa Kioto e Casa Bueno. Famosa pela venda de cosméticos, a Ikesaki oferece inúmeros produtos da marca japonesa Shiseido. Brinquedos e artigos de papelaria importados podem ser adquiridos nas galerias do bairro. Os restaurantes de cozinha oriental são uma atração à parte (veja o link sobre a Liberdade). Nos finais de semana, há uma feira de artesanato e comidas típicas na Praça da Liberdade, em frente a agência do Banco Bradesco.
Uma dica legal: compre um delicioso sorvete Melona e vá conhecer a praça e a Catedral da Sé, que ficam a poucos metros dali.

Rua 25 de Março – Nove de cada dez turistas brasileiros que pretendem vir a São Paulo desejam conhecer a 25 de Março. Especializada em PRESENTES e ENFEITES DE NATAL, a 25 de Março vende de quase tudo. Ela é, na verdade, um mega-hiper bazar a céu aberto. Um dos melhores lugares para comprar presentes baratinhos (as chamadas lembrancinhas), é a loja Minas. A Free Free vende artigos de decoração muito bonitos. Uma das melhores lojas é a Katmandu, com produtos oriundos da Índia, Nepal e Bali. Enfeites de Natal, há em todos os lugares. Eles começam a ser vendidos em setembro. Uma das melhores lojas de enfeites é a Palácio, quase na esquina com a Ladeira Porto Geral.
Dica legal: não deixe de conhecer a Ladeira Porto Geral com suas lojas de fantasias. Vá também ao Mercado da Cantareira (ou Mercado Municipal) e experimente os famosos pão com mortadela e pastel de bacalhau. Atrações como o Pátio do Colégio e Largo São Bento também ficam a poucos metros da 25.

Rua Florêncio de Abreu – Apesar de ficar ao lado da 25 de Março, a Florêncio de Abreu é bem menos movimentada. Quase todas as lojas vendem MÁQUINAS e FERRAMENTAS. Do parafuso ao soldador, do prego à mangueira de alta pressão, do alicate à máquina industrial, a Florêncio oferece quase tudo que você possa imaginar em matérias de ferramentas.
Dica legal: ela é paralela à 25 de Março. Precisa dizer mais alguma coisa? Sim, começa no Largo São Bento e fica pertinho da Santa Ifigênia.

Rua Santa Ifigênia – Ela é uma festa. Que o digam os DJs, donos de casas de shows e animadores musicais. A Santa Ifigênia é especializada em APARELHOS ELETRÔNICOS e PRODUTOS PARA SHOWS. A maioria das lojas vende produtos eletrônicos, mas boa parte oferece canhões de luz, globos espelhados, caixas de som, microfones e… se você quiser, dá para comprar os instrumentos em frente à igreja local. São mais de 500 lojas e boxes. Pessoas que trabalham com montagem de micros e com informática costumam se abastecer lá. O mair problema são os produtos falsificados e os ambulantes, que oferecem montanhas de vídeos, games e softwares nas calçadas.
Dica legal: Se o seu negócio é música, conheça a Galeria do Rock, que fica a poucos metros dali. O Vale do Anhangabaú e o Museu da Língua Portuguesa também não ficam muito longe.

Rua José Paulino – Quer ficar por dentro da MODA FEMININA? Conheça a José Paulino. Quer ficar por dentro das últimas tendências em Milão, Nova York, Tóquio e Seul? Vá para a José Paulino. Quer conhecer as tendências da próxima estação? José Paulino. Quer conhecer um ponto comercial com lojas coloridas e belas vitrines? José Paulino. Mas, se se o seu negócio é comprar roupas para revender em sua cidade. José Paulino.
Dica Legal: Museu da Língua Portuguesa, Estação da Luz, Pinacoteca do Estado, Parque da Luz, Museu de Arte Sacra e Sala São Paulo ficam a poucos metros da José Paulino. Uma boa idéia para quem quer unir turismo e compras.

R. Maria Marcolina – Localizada no Brás, a Maria Marcolina é especializada em ENXOVAIS. A quantidade de lojas de roupas de cama, mesa e banho é impressionante. Idem para o número de lojas de roupas. O interessante é que a região do Brás parece dividida entre ruas de roupas masculinas, moda feminina e assim por diante. Uma delas, vende quase que exclusivamente meias e lingeries.
Dica: Conheça a rua Muller, endereço com lojas idênticas (até as fachadas são parecidas) às da José Paulino. Um ótimo local para ficar por dentro da moda feminine, das tendências das grandes capitais mundiais e da moda da próxima estação.

Ruas Oscar Freire e Haddock Lobo – O que atrai gente para Oscar Freire, Haddock Lobo e vizinhanças (incluindo o shopping Iguatemi, na avenida Faria Lima) são as lojas de PRODUTOS DE ALTO LUXO. São tantas lojas de grife que o visitante tem a impressão de estar em um país de primeiro mundo. Jóias, relógios, acessórios, roupas e comida sofisticadas atraem compradores e gente elegante de quase todo o país. Guess, Diesel, Tommy Hilfiger, H. Stern, Bulgari, Giorgio Armani, Louis Vuitton, Versace, Marc Jacobs e Cartier são apenas algumas das lojas do local. Há também bons e caros restaurantes. Recentemente, a Oscar Freire sofreu uma intervenção urbanística que aterrou fios, restaurou as calçadas e padrozinou o mobiliários urbano, tornando-a uma rua mais atraente.
Dica: alguns endereços vizinhos como Alameda Santos, Alameda Lorena, Rua da Consolação (trecho Jardins) e Rua Augusta também possuem bares, restaurantes e lojas sofisticadas e elegantes, embora nenhuma chegue perto da Oscar Freire de uma Louis Vuitton. As avenidas Paulista e Faria Lima também não ficam longe.

Outros endereços especializados:
Praça João Mendes: sebos
Rua da Cantareira: embalagens e papéis de presente
Rua Silveira Martins: essências e material para perfumarias
Av. Duque de Caxias: acessórios automotivos
Avenida São Luís: agências de viagens
Avenida Tiradentes: fardas e uniformes
Avenida Senador Queirós: óculos e armações
Rua Marquês de Itú: acessórios para artistas (telas, tintas, pincéis etc)
Rua do Gasômetro: madeira e material para marcenaria
Rua Paula de Souza: utensílios de cozinha
Rua Teodoro Sampaio: móveis e instrumentos musicais
Alameda Gabriel Monteiro da Silva: decoração
Avenida Europa: carros de luxo
Avenida do Cursino: acessórios para automóveis
Rua São Caetano: vestidos de noiva e roupas de casamento
Rua Cardeal Arcoverde: antiquários e móveis rústicos
Rua Melo Alves: artigos infantis

24 de jul de 2009

CONHEÇA AS CURIOSIDADES E ATRAÇÕES DA AVENIDA PAULISTA


Conhecida em todo o país, a Avenida Paulista serviu de cenário para uma minissérie da Rede Globo que levava seu nome. Exibida em 1982 e com Antônio Fagundes, Bruna Lombardi e Walmor Chagas no elenco, a minissérie retratava o mundo dos negóciso e a ambição humana como nenhuma outra fez antes.
A seguir, você poderá conferir algumas curiosidades sobre a Avenida Paulista, eleita pelos moradores de São Paulo como símbolo da cidade.


A avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, graças à iniciativa do engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima. Inicialmente, a região era apenas uma trilha aberta na Mata do Caguaçu, uma grande reserva de Mata Atlântica.

A avenida Paulista foi a primeira via pública asfaltada de São Paulo, em 1909, com material importado da Alemanha, uma novidade até na Europa e nos Estados Unidos. Na época, a população da cidade não passava de 100 mil habitantes.

Com 200 mil moradores, se a avenida fosse uma cidade, estaria entre as 150 maiores do Brasil, próxima de cidades como Praia Grande (244.533) e Boa Vista (249.853)

As antenas do espigão Paulista-Sumaré tornaram-se uma das características de São Paulo. Só na Avenida Paulista existem atualmente 12 torres de transmissão de rádio e TV. O interesse das emissoras pela Paulista deve-se ao fato de ser o ponto mais alto da cidade, de onde se pode atingir toda a Grande São Paulo.

Projetado em 1957 pela arquiteta Lina Bo Bardi (esposa do ex-curador Pietro Maria Bardi) e inaugurado em 1968, o Museu de Arte de São Paulo – MASP, ocupa o espaço do antigo belvedere do Trianon e possui em sua construção um dos maiores vãos livres de concreto do mundo, com 74 metros. Considerado o mais importante museu de arte ocidental da América Latina, o MASP tornou-se um dos principais símbolos de São Paulo.

O Museu de Arte de São Paulo – MASP - foi inaugurado pela rainha Elisabeth II, do Reino Unido, na presença do então governador Roberto Costa de Abreu Sodré e sua esposa, dona Maria do Carmo de Abreu Sodré.

O Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Parque Trianon ou Parque do Trianon, foi inaugurado em abril de 1892 com a abertura da Avenida Paulista na cidade de São Paulo. Foi projetado pelo paisagista francês Paul Villon. O nome Trianon veio do fato de, naquele tempo, existir no local onde hoje se situa o Museu de Arte de São Paulo, em frente ao parque, um clube com o nome Trianon.

O Conjunto Nacional foi projetado pelo arquiteto David Libeskind e inaugurado em 1956. O conjunto é composto de volumes básicos, sendo um horizontal, ocupando toda área disponível da quadra, e outro vertical, dividido em três torres contíguas, recuadas da avenida, com 25 andares cada uma. Dizem que foi lá que surgiu o primeiro shopping center do Brasil. Também foi lá que, durante muito tempo, funcionou o restaurante Fasano.

Desde 1976 funciona na Avenida Paulista, no alto do Conjunto Nacional, o relógio luminoso Itaú, onde esteve instalado durante 16 anos o relógio da Willys. Tendo sido reformado em 1992, o atual relógio é constituído por um complexo eletrônico de última geração, controlado por um computador que marca a hora e a temperatura, legíveis a 15 km de distância.

O prédio da Fiesp/Ciesp, onde funciona o Teatro Popular do Sesi, foi projetado pelo Escritório Rino Levi Arquitetos Associados e inaugurado em 1979.

O Réveillon na Paulista é realizado todos os anos. Na virada para 2009, foram cerca de 2,4 milhões de pessoas, com shows de Saia Rodada, Babado Novo, KLB, Daniel, Skank e escola de samba Vai-Vai. Foram mais de 15 minutos de espetáculo com fogos de artifício, os quais foram lançados de dois edifícios da avenida, cruzando-se no ar e formando um portal de luz para o início do ano de 2009.

A primeira Corrida de São Silvestre foi realizada em 1924, com patrocínio do jornal A Gazeta, do jornalista Cásper Líbero. A corrida acontecia na passagem de ano, exatamente à meia noite. Atualmente é uma competição internacional de atletismo que é realizada no dia 31 de dezembro, durante o dia.

Inaugurado em 1962, o edifício da Fundação Cásper Líbero abriga as rádios Gazeta AM/FM, a rede Gazeta de Televisão, o jornal A Gazeta Esportiva e a Faculdade Cásper Libero, que é considerada uma das melhores escolas de comunicação de São Paulo. Recentemente, ele passou a sediar o complexo Reserva Cultural.

A Capela São Luís, atual Paróquia São Luís de Gonzaga, foi consagrada em 1935 por Dom José Gaspar de Fonseca e Silva. Atualmente é aberta ao público, com missas de segunda à sexta às 8h, 12h e às 19h, aos sábados às 8h e às 15h e aos domingos às 8h, 9h30, 11h,18h e às 19h30.

A Casa das Rosas foi o último projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, realizado em 1928. Construída em 1935 para sua filha, a casa foi concebida nos padrões do classicismo francês. Dividida em quatro pavimentos, tem 2.845 m2 de área construída num terreno de 5.500 m2. Atualmente, é uma galeria vinculada a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Fontes: WIKIPÉDIA, ASSOCIAÇÃO PAULISTA VIVA, INSTITUTO ITAÚ CULTURAL e PERFORMANCE PAULISTA.

Mais curiosidades sobre a cidade de São Paulo no blog MAIS QUE CURIOSIDADE.

17 de jul de 2009

JÁ PENSOU EM FAZER TURISMO NOS CEMITÉRIOS DE SÃO PAULO? VEJA COMO



O turismo em cemitérios é visto com naturalidade em diversos países, salvo exceções como o Brasil. Passear e fazer turismo nesses locais é um hábito estranho para o brasileiro que, por costume, é avesso a tudo o que se assemelha com o mórbido. Mas não é o que pensam alguns paulistanos, além de uma multidão de turistas que acorrem a cidade.
São Paulo possui 40 cemitérios. Os mais conhecidos são o Cemitério do Brás (conhecido também como Quarta Parada), Cemitério São Paulo, de Congonhas, dos Protestantes (que faz parte de uma “rede” de necrópoles), de Vila Formosa, do Araçá, do Morumbi e da Consolação.
O maior cemitério é o de Vila Formosa, com quase 200 mil sepulturas. Um dos menores é o Cemitério da Ressurreição, localizado ao lado do Araçá.
A seguir uma lista de informações e curiosidades sobre alguns dos principais cemitérios de São Paulo. Por meio dela, é possível saber quais vale a pena visitar.


CEMITÉRIO DO BRÁS

Conhecido como Cemitério de Quarta Parada, fica propriamente na região do Tatuapé, colado a avenida Salim Farah Maluf e a poucos metros da estação Tatuapé do Metrô. É um dos mais antigos de São Paulo.
POR QUE É INTERESSANTE – Possui um rico acervo de arte tumular. Há um grande número de famílias italianas sepultadas lá.
PERSONALIDADES SEPULTADAS: Jacinto Figueira Jr. (conhecido como O Homem do Sapato Branco) e Vicente Matheus (ex-presidente do Corinthians).
SANTOS DO POVO: Filisbina Muller (seu corpo foi exumado três vezes e, segundo consta, permanece intacto).


CEMITÉRIO DO MORUMBI

Situado numa das regiões mais nobres de São Paulo, o Morumbi é um cemitério-parque, totalmente diferente de cemitérios tradicionais como os do Araça, Brás e Consolação.
POR QUE ELE É INTERESSANTE: Como a maioria dos cemitérios-parques são parecidos, não há quase que o diferencia a não ser os seus mortos ilustres.
PERSONALIDADES SEPULTADAS: Elis Regina, Ayrton Senna, Altemar Dutra, Consuelo Leandro, Ronaldo Golias e Clodovial Hernandez.
SANTOS DO POVO: não foram encontrados registros.


CEMITÉRIO DO ARAÇÁ

Localizado nas imediações do estádio do Pacaembu, o Cemitério do Araçá é vizinho de três outras necropolis: Redentor, Sacramento e Consolação.
POR QUE É INTERESSANTE: Um dos seus principais atrativos são as bancas de flores, que abrem sete dias por semana. Outro atrativo é, obviamente, a arte tumular, que faz dele um dos cemitérios mais visitados de toda a grande São Paulo. Pena que, ao contrário do Cemitério da Consolação, não existam guias sobre arte tumular. O visitante só conseguirá identificar (e encontrar) as obras de arte na base da sorte.
PERSONALIDADES SEPULTADAS: Assis Chateaubriand, Nair Bello, Cacilda Becker, Pedro Mattar, Laerte Morrone, José Mauro de Vasconcelos, Haroldo de Campos e o guitarrista Wander Taffo.
SANTOS DO POVO: João dos Santos Franco Sobrinho.
ARTE TUMULAR: São poucas as esculturas de artistas e ateliês conhecidos, mas é possível encontrar obras do escultor Enrico Bianchi.


CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO

Inaugurado em 1958, é o mais antigo cemitério de São Paulo. Sua localização é privilegiada, a meio caminho do Centro e da avenida Paulista. Tem como vizinhos os cemitérios do Araçá, dos Protestantes e do Sacramento. Fica a poucos metros da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), da Universidade Mackenzie, da avenida Angélica, Shopping Pátio Higienópolis e Estádio do Pacaembu.
POR QUE É INTERESSANTE: Possuiu um dos mais ricos acervos de arte tumular do país. Um dos mais belos túmulos é o da família Jafet, a poucos metros da adminstração. Abriga o maior túmulo da América Latina, pertencente a tradicional família Matarazzo. O número de personalidades sepultadas também é grande. O Consolação é um dos poucos cemitérios com guia turístico e folhetos com a história e localização de obras de arte e túmulos de famosos.
PERSONALIDADES SEPULTADAS: Monteiro Lobato, Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Armando Bogus, Rubens de Falco, Oswald de Andrade, Washington Luis, Marquesa de Santos, Victor Brecheret, Ramos de Azevedo, Guiomar Novaes, Campos Sales e outros.
SANTOS DO POVO: Antoninho da Rocha Marmo (garoto que morreu de tuberculose aos 12 anos e que até hoje é considerado milagreiro pelo povo) e Maria Judith de Barros.
ARTE TUMULAR: Possui esculturas de artistas consagrados como Amedeo Zani, Rodolfo Bernardelli, Nicola Rollo, Galileu Emendabili, Luigi Brizzolara, Bruno Giorgi e o conhecidíssimo Victor Brecheret.



RECOMENDAÇÕES E CURIOSIDADES:

- Não se assuste se cruzar com um gato preto entre os túmulos do Cemitério do Araçá (a não ser que você seja supersticioso). Gatos costumam ser abandonados no local e alimentados por pessoas que visitam o cemitério.

- Muitas vítimas da gripe espanhola, que assolou o mundo no início da década de 1920, estão sepultadas no Araçá. O estado de abandono dos túmulos chega a ser impressionante.

- Aproveite a visita ao Araçá para ir no pequeno Cemitério Redentor (ou Redemptor), também conhecido como Cemitério dos Protestantes, que fica na mesma avenida. Ao invés jazigos faraônicos, o Redentor abriga túmulos simples. Cada túmulo é um jardim. As árvores são identificadas e possuem casinhas de pássaros. Não me interprete mal, mas a sensação de paz e tranquilidade no local é grande.

- Durante a visita ao Cemitério dos Protestantes, preste atenção nas lápides. A maioria dos mortos são imigrantes alemães e ingleses. Entre os ingleses, muitos vieram para trabalhar na construção da Estação da Luz.

- Visite também o minusculo Cemitério do Sacramento, onde estão sepultados dezenas de padres e freiras. Ele é colado ao cemitério do Araçá.

- As bancas de flores da Dr. Arnaldo são atraentes… pena que os vendedores sejam tão chatos! Eles assediam todos que por lá passam.

- Se quiser apreciar mais arte tumular e ver outros túmulos de famosos (e estiver a fim de bater perna!!), desça a avenida Cardeal Arcoverde e visite o Cemitério São Paulo. Aos sábados, ocorre a feira de antiguidades da Praça Benedito Calixto, logo ao lado.

- O Cemitério da Consolação possui guia turístico, mas se quiser, vá a administração e peça o mapa com a localização dos túmulos de famosos e obras de arte.

- Não é permitido fotografar em nenhum cemitério. Em alguns, o risco de ter a câmera apreendida é muito grande. Tirar fotos, só com autorização.

- O Cemitério do Morumbi é um dos mais visitados por estrangeiros, boa parte japoneses. Explica-se: eles querem visitar o túmulo de Ayrton Senna, que ainda é muito querido no Japão.

3 de jul de 2009

SAIBA QUAIS SÃO OS PIORES SHOPPINGS DE SÃO PAULO


No princípio, eu pretendia listar os piores shoppings de São Paulo. Era para ser um ranking dos centros de compras que deviam ser evitados a todo custo. Mas, fora a claustrofóbica e quente Galeria Pagé e o “labiríntico” e apertado Shopping 25, ambos na região da rua 25 de Março, a maioria dos centros de compras da cidade não faz feio em quesitos como mix de lojas e, principalmente, opções de lazer.
Fazer uma lista dos piores shoppings, então, ficou um tanto complicado. Todos os shoppings (até o minúsculo Metrópole, em São Bernardo do Campo, e o pequenino Center, 3 na Paulista) tem qualidades. Assim, achei por bem listar os melhores levando em conta itens como lojas, opções de lazer, locomoção para chegar ao local e atrativos das redondezas. Já que bolei o Vem Ver Sampa pensando nos paulistanos que adoram bater perna na cidade e nos turistas que gostariam de conhecer algo além de um shopping center, dei uma certa ênfase aos pontos turísticos e lugares interessantes nas proximidades dos shoppings. Por isso que centros de compras como o shopping Light e Center 3 entraram na lista.
Com vocês, os 13 melhores shoppings de São Paulo… que, para ser franco, merecem uma visita:

MORUMBI
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS - Além de imenso (são 480 lojas), o Morumbi possui um bom mix de lojas. Há opções para todos os gostos e bolsos. O espaço fashion, por exemplo, foi feito sob medida para bolsos abastados. O Morumbi possui ainda quatro salas de cinema, todas com decoração em estilo futurista. O Hot Zone, com mais de 200 máquinas de fliperama e simuladores, é sensacional. No entanto, o que mais conta a favor dele é a praça de alimentação, uma das maiores e com maior variedade de opções de São Paulo (e, talvez, do Brasil). Não é por nada, mas o espaço Gourmet do Morumbi é único. O interessante é que o Morumbi fica ao lado de outro shopping, o Market Place. Basta atravessar a passarela para ir de um shopping a outro. Uma das lojas mais atraentes (ao menos na opinião desse blogueiro que lhes escreve) é a Casa do Churrasqueiro. Visite-a, nem que seja por curiosidade. Se somarmos a Cultura do Market Place, o visitante tem três mega-livrarias a disposição. No Morumbi, há uma Saraiva com Starbucks e uma Fnac com Franz Café.
MAS… - Para quem é de fora, só é possível chegar de ônibus, trem ou táxi.

IBIRAPUERA
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS – O Ibirapuera é um dos melhores da cidade de São Paulo, e um dos maiores, com cerca de 400 lojas. A praça de alimentação é imensa. Além de lanchonetes, ele conta com restaurantes de comida especializada (japonesa, árabe etc). O mini-mercado Mr. Fruit faz dele um dos poucos shoppings onde se pode comprar frutas e verduras fresquinhas sem precisar ir a feira ou supermercado. Localizado na região de Moema – próximo ao aeroporto de Congonhas – o Ibirapuera tem um intenso comércio e uma agitada vida noturna nas imediações, além de bons hotéis. A rua Normandia, com sua bela decoração (tem até neve artificial) e fabulosas apresentações de Natal, fica a poucas quadras.
MAS… - Acredite, o Ibirapuera não possui cinemas. As opções de lazer são quase inexistentes. Para o turista, o deslocamento é um pouco difícil. A não ser que esteja hospedado nas proximidades da avenida Ibirapuera, ele terá dificuldades para chegar lá. Melhor tomar um táxi.

CENTER NORTE
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS – Não é à tôa que esse shopping é chamado de Cidade Center Norte. Além do shopping propriamente dito, ele conta com hipermercado (Carrefour), centro de compras especializado em móveis e decoração (Lar Center), pavilhão de exposições (Expo Center Norte) e hotel (Novotel). A quantidade e variedade de lojas impressiona. Uma das alas parece uma vila européia. São cinco cinemas, várias lanchonetes fast-food e alguns restaurantes distribuídos em um shopping totalmente térreo. Localizado ao lado, o Lar Center é um centro de compras com diversas lojas voltadas para decoração, construção e reformas. O Expo Center Norte foi recentemente reformado, ganhando cara e estrutura de primeiro mundo. E isso não é tudo. O acesso para quem vem de fora (e mesmo para quem vive em SP) é fácil, bastando tomar um ônibus ou metrô até o Terminal Rodoviário do Tietê, seu vizinho. E por falar em vizinhança, o Anhembi e o sambódromo ficam nas proximidades. Se estiver a fim de bater perna, é possível chegar lá com facilidade ou, caso não esteja disposto, tome um ônibus para o local na estação Tietê do metrô.
MAS… - Ele lota nos finais de semana. A sinalização é deficiente e os restaurantes e lanchonetes são distribuídos aleatoriamente, é preciso bate perna para encontrar o que comer.

METRO TATUAPÉ
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS – O Metrô Tatuapé tem corredores estreitos, vive cheio e não possui nada, absolutamente nada, que o diferencie de centenas de shoppings por esse país afora. A praça de alimentação, no entanto, até que é boa e variada. Para quem é de São Paulo, existem oito salas de cinema à disposição. O que é bacana mesmo é que ele possui um irmão gêmeo sofisticado e bonito. É só atravessar o terminal de metrô, trem e ônibus para chegar no Boulevard Tatuapé. Além de lojas sofisticadas e bonitas, o Boulevard tem uma praça de alimentação com uma bela vista para o skyline do Centro de São Paulo. Ah, o acesso é facílimo. O visitante tem um, dois, três meios de locomoção `a disposição para deixá-lo na porta do shopping.
MAS… - O Metrô Tatuapé tem corredores estreitos, vive cheio e não possui nenhuma loja que o diferencie dos shoppings de Porto Alegre, Juiz de Fora, Macapá ou qualquer outra cidade.

BOURBON POMPÉIA
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS – Caçula dos shoppings de São Paulo, o Bourbon é de propriedade do grupo gaúcho Zaffari, que possui um supermercado no local. A arquitetura (tanto interna quanto externa) é bonita e muito atraente. Até o portão e o piso em torno do shopping chamam a atenção. Localizado na região da Lapa e próximo de bairros como Higienópolis, o Bourbon tem um mix de lojas que casa direitinho com o público classe A e B do entorno. São lojas como Zara, Armani Exchange,Victor Hugo, Carlos Miéle, além de uma filial da maravilhosa Livraria Cultura. Os corredores são extensos e agradáveis. A praça de alimentação é ótima – com vistas para a Serra da Cantareira. Há vários restaurantes distribuídos pelo shopping. Além de diversas salas de cinema, o Bourbon também é endereço do maior teatro de shopping de São Paulo. Em caminhadas que não duram mais que 20 minutos, é possível ir ao shopping West Plaza, Memorial da América Latina e Parque da Água Branca. O famoso Sesc Pompéia fica ao lado. O acesso pelo Terminal da Barra Funda (com trêm, ônibus e metrô) é muito fácil.
MAS… - Não estranhe se cruzar com turbas de palmeirenses, pois o shopping fica ao lado do Parque Antarctica, estádio do Palmeiras. O maior problema é para quem vai de carro, pois o trânsito (e enchentes, às vezes) na região é intenso.

IGUATEMI
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS – Mais antigos shopping do Brasil, o Iguatemi é também um dos mais sofisticados. Trata-se de um dos endereços mais caros de São Paulo, ao lado da Daslu, shopping Cidade Jardim e rua Oscar Freire. O mix de loja é variado, embora haja uma concentração de grifes sofisticadas como Louis Vuitton, Swarovski, Kiehls, Christian Loubotin e Tiffany (joalheria que ficou famosa graças ao filme Bonequinha de Luxo). A entrada principal do Iguatemi (pela avenida Faria Lima) é ricamente decorada com plantas e com um curioso relógio d’água. Os cinemas são caros e ele praticamente não tem o que se convenciona chamar de praça de alimentação. Para quem vem de fora, o Iguatemi também tem a vantagem de ser perto do Museu da Casa Brasileira e do Eldorado. A menos que você compre uma jóia de 200 mil na Tiffany, dá para chegar no shopping Eldorado em menos de meia hora de caminhada.
MAS… - Se você não tem muito o que gastar, procure um shopping mais popular. Acredite, uma jóia pode chegar a 200 mil na Tiffany do Iguatemi.

ELDORADO
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS – O Eldorado possui uma bela e aprazível praça de alimentação, além de muitas opções de lazer. É ideal para quem possui filhos pequenos. Além dos brinquedos do Playland, ele possui uma pista de patinação no gelo e o… Parque da Mônica! A garotada vai adorar. Para os jovens, o Eldorado oferece um ótimo boliche (ele é, ao lado do Market Place, um dos poucos centros de compras com esse tipo de atrativo). No total, as salas de cinema somam nove. Há também um teatro e uma mega-livraria Saraiva. Se você enjoar logo do Eldorado, o Iguatemi e o Cidade Jardim ficam pertinho. Para o Iguatemi, dá par a ir a pé, apreciando a moderna arquitetura das imediações.
MAS… - A sinalização é uma tristeza (ao menos da última vez em que estive lá) e os corredores foram feitos com o intuito de fazer o visitante se perder. E uma má notícia: há rumores de que o shopping pretende fechar o Parque da Mônica em 2010

PÁTIO HIGIENÓPOLIS
POR QUE É UM DOS MELHORES - Localizado no bairro que lhe dá nome, o Pátio Higienópolis possui arquitetura em estilo europeu e uma entrada com belas palmeiras, o que lhe dá um ar sofisticado. Os consumidores são quase todos de classe A e B, a maioria moradora da região. A praça de alimentação é atraente e os restaurantes e cafés são bem de acordo com o perfil do público. Se quiser pegar uma sessão de cinema, o Pátio Higienópolis possui seis salas. É um dos poucos shoppings com teatro. Entre as lojas, destaque para a enorme livraria Saraiva Megastore. Outro ponto que conta a favor do shopping são vizinhos como a Praça Buenos Aires, a Fundação Armando Álvares Penteado, o Museu do Futebol e a avenida Paulista. Do shopping ao Estádio do Pacaembu (local do Museu do Futebol), são apenas 15 minutos de caminhada. Até a avenida Paulista, são 20 minutos a pé.
MAS... - É um pouco difícil encontrar as escadas rolantes.

FREI CANECA
POR QUE É UM DOS MELHORES - É covardia comparar o Frei Caneca com grandes shoppings como o Morumbi, Ibirapuera, Center Norte e Aricanduva. Mas ele tem pontos a favor, como a proximidade com a avenida Paulista e o Centro da cidade. Da Paulista até o shopping são apenas 15 minutos de caminhada. Outra coisa que conta a favor é a enorme e espaçosa praça de alimentação. Mas nada como as nove salas de cinema e os dois teatros - que, aliás, estão sempre cheios. Do comercial ao alternativo, os filmes são para todos os gostos e todos os tipos de público. Há uma loja muito simpática do Instituto Moreira Sales em frente à bilheteria. O corredor que dá para as salas de cinema sempre tem alguma exposição de arte. O shopping também abriga um centro de convenções.
MAS... - Algumas escadas rolantes ficam longe uma das outras. Você precisa estar preparado para topar com o público do shopping, em geral jovem e moderno. Lá, gente preconceituosa não tem vez.

PÁTIO PAULISTA
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS - O Pátio Paulista, que já era bonito, ficou muito mais bonito e sofisticado depois da reforma. Quem vem de fora não resiste e sempre acaba fotografando o enorme (e interessante relógio) da fachada. O número de salas de cinemas aumentou, agora são sete. As lojas ganharam vizinhas sofisticadas como Victor Hugo, A2You (para loucos por produtos da Apple... como eu!) e Swarovisk. Mas nada como a tradicional loja BR-111 (que deve estar lá desde a inauguração do shopping), no subsolo, que vende camisetas com temas patrióticos e paulistanos. Ideal para quem quer levar uma lembrancinha da cidade. E o que é melhor: o Pátio Paulista está a poucos passos da avenida mais famosa da cidade. Nada como visitar as feirinhas da Paulista aos domingos e pegar um cinema ou fazer uma refeição no shopping.
MAS... - A praça de alimentação é pequena. Não tem coisa mais irritante do que procurar (e não encontrar) uma mesa vazia.

LIGHT
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS - Localizado quase em frente ao Teatro Municipal e ao lado do que foi a loja símbolo de São Paulo - o saudoso Mappim - o shopping Pátio Paulista não possui cinemas e tem poucas lojas (topei com um corredor inteiro vazio). Mas possui uma bela arquitetura (era sede da antiga companhia Light, daí o nome) e uma praça de alimentação extremamente variada. Uma de suas maiores atrações é o outlet da Reebok, onde pode-se comprar um tênis ou roupa esportiva por um preço acessível. Agora, o que conta a favor é a vizinhança. Veja só: o shopping Light está a poucos metros do Vale do Anhangabaú, Praça da República, Galeria do Rock, Largo de São Francisco, Largo de São Bento e diversas ruas comerciais de São Paulo como a Direita e a São Bento. Nada como terminar um passeio nos corredores do shopping!
MAS... - Não possui cinemas e tem poucas lojas. Ah, as escadas rolantes também atrapalham um bocado.

CENTER 3
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS - Por quê fica na Paulista! A Paulista é endereço do Masp, Trianon, Conjunto Nacional e outros pontos conhecidos de paulistanos e turistas. Precisa dizer algo mais? O Center 3 abriga uma feira de antiguidades durante a semana e uma de artes e artesanato aos domingos (a feira chama-se Como Assim?). Possui sete salas de cinema e uma ótima praça de alimentação, ideal para um lanche rápido.
MAS... - O público é alternativo e hiper-moderno. É outro lugar onde os preconceituosos não tem vez! Outro problema é o número de lojas, pequeno diante dos outros shoppings. Mas quem se importa, ainda mais com um shopping que possui museus, livrarias, cafés e parques como vizinhos?

ARICANDUVA
POR QUE É UM DOS MELHORES SHOPPINGS – Assim como o Center Norte, o Aricanduva é uma cidade. Além do shopping propriamente dito, o complexo Aricanduva conta com um hipermercado, uma loja de atacado, uma loja de material de construção e decoração, um auto-shopping e um shopping de móveis. O Aricanduva é o campeão de lojas, com quase 500. A praça de alimentação, é excelente. Há muitas opções de lazer como cinemas e até uma pista de skate.
MAS… - Fica longe de quase tudo. É difícil chegar de ônibus, táxi… com qualquer veículo! A não ser para os moradores das imediações. Outro problema é que, fora o Aricanduva, não há nada para visitar nas proximidades.

26 de jun de 2009

CURIOSIDADES E INFORMAÇÕES INCOMUNS SOBRE A CIDADE DE SÃO PAULO


Localizado no na região Central de São Paulo, o Mosteiro de São Bento é um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos da cidade. Os monges beneditinos chegaram a São Paulo em 1598, mas o conjunto atual, ao qual pertencem a Basílica de Nossa Senhora da Assunção, a Faculdade de Filosofia e o Colégio de São Bento só foi inaugurado em 1914. A seguir, mais algumas curiosidades sobre as datas de inauguração de alguns dos principais pontos turísticos da cidade de São Paulo.

O Pátio do Colégio, nos moldes atuais, começou a ser construído em 1954, sendo inaugurado apenas em 1979.

A catedral da Sé começou a ser construída em 1913, foi inaugurada em 1954 e concluída em 1970. Diariamente, de 3 a 4 mil fiéis passam pela Catedral. A capacidade máxima é de 5 mil pessoas.

A Rua São Bento, juntamente com as ruas XV de Novembro e Direita, compunha o tradicional triângulo que deu origem ao núcleo urbano de São Paulo. Antes de se chamar São Bento, esta rua teve o nome de Martim Afonso e era um dos pontos residenciais mais importantes no século XVII. Nela morou Amador Bueno, provedor da Capitania, proclamado rei dos paulistas.

O Teatro São Pedro, na Barra Funda, é o segundo mais antigo da cidade. Inaugurado em 1917, tem vitrais da França, lustres de cristal tcheco e veludo inglês nas cortinas.

As obras do Teatro Municipal foram iniciadas em 1903 e terminadas em 1911. Uma década depois, o Municipal abrigaria a Semana de Arte Moderna de 1922, evento que marcaria para sempre a cultura brasileira. As personalidades que passaram pelos seus palcos foram: Enrico Caruso, Vivien Leigh, Heitor Villa-Lobos, Maria Callas, Rudolf Nureyev, Mikhail Baryshnikov e Márcia Haydée.

O edifício Altino Arantes (também conhecido como Edifício do Banespa) é o 3º prédio mais alto da cidade e o 4º do Brasil, prestes a se tornar respectivamente o 4º e 5º no fim de 2010. Sua construção começou em 1939, mas teve o projeto inicial alterado para se parecer com o Empire State Building, de Nova York. Ele foi, durante uma década, o mais alto da cidade, sendo superado pelo Mirante do Vale, inaugurado em 1960.

O Viaduto do Chá foi inaugurado em 1892, sendo o primeiro viaduto de São Paulo. Com o passar do tempo, o movimento na região central da cidade aumentou, obrigando as autoridades a demolirem o antigo viaduto e construír um novo e mais resistente em seu lugar. O viaduto atual foi inaugurado em 1938.

Até 1822, o Vale do Anhangabaú era uma fazenda de chá que margeava o antigo córrego Anhangabaú. Com a idealização do Viaduto do Chá, as chácaras foram desapropriadas e a área urbanizada. O ajardinamento do Anhangabaú começou em 1910. O atual modelo do vale surgiu na década de 1980 através de um projeto da prefeitura que visava a recuperação do local.

O Parque do Ibirapuera foi inaugurado em 21 de agosto de 1954 como parte das comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo. O projeto paisagístico é de autoria de Roberto Burle Marx e o arquitetônico, de Oscar Niemeyer.